Estas perguntas são frequentes na mente do torcedor juizforano e vêm à tona quando acontecem fatos como o ocorrido no dia 8 de abril de 2010. Um empate, em casa, que nos tira a possibilidade de seguir no Campeonato Mineiro deste ano.
Parece normal, diante do que aconteceu no ano passado, sempre em momentos decisivos: uma saraivada de gols do Cruzeiro, uma vantagem perdida diante do Criciúma, um Macaé que nos deixou literalmente na praia e um Uberaba que nos tirou a chance do bicampeonato da Taça Minas, fora um melancólico Juniores, que não passou de fase no certame da categoria.
Mas, afinal, o torcedor do Tupi é um abnegado. Não pode torcer esperando por títulos. Vitórias, talvez. Vitórias e quebras de tabus, quem sabe? Mas títulos, troféus de verdade, reluzentes, que nos encherão de orgulho, parece que nunca os veremos por aqui.
O Tupi, numa campanha do Módulo 2, levou, diante do Uberaba, cerca de dez mil torcedores ao Estádio Municipal. Fato é que a mídia contribuiu com este número expressivo de presenças, mas eram pessoas dispostas a pagar ingresso e tomar sol e chuva para ver o Galo carijó. Hoje, pouco mais que duas mil pessoas comparecem ao estádio, mesmo jogando-se a 1º divisão mineira.
Por que torcer? Esta deve ser a pergunta dos oito mil que não aparecem mais nos degraus e nas cadeiras do Mário Helênio. Esta também é a pergunta que fica na cabeça dos torcedores que se organizam, fazem festa, preparam mosaicos, fazem bandeiras, viajam distâncias incríveis para assistir a 90 minutos de futebol do time de sua cidade.
Por que torcer? Hoje não tenho ideia. A derrota nos faz pensar seriamente em desistir disso e voltar à desgraçada pergunta que segue no título: para quem torcer? Para os cariocas novamente? Malditas proximidade e influência que nos fazem ter sempre esta opção que muito mais que oito mil pessoas escolheram. Talvez, por mostrarem-se mais interessantes que seguir o nosso pobre Tupi.
Publicado na Tribuna de Minas, na seção Opinião/Artigo, em 11/04/2010
É nóis no TM, mano!
O Creme do Pão Doce é um blog idiota, assim como o postante que vos escreve! Isso não quer dizer que quem o lê seja também, embora, se você gostar do adjetivo, fique a vontade para usá-lo. E, como diria alguem que não me lembro agora: "Pra isso aqui ficar ruím, vai ter que melhorar MUITO!"
quinta-feira, 22 de abril de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Casamento, uma cerimônia imprescindível e baratinha que só vendo
Via de regra, você terá despesas com o Padre o com o aluguel da Igreja, que provavelmente irá lhe ditar regras como “não escolher músicas que não sejam sacras” ou que “não jogue pétalas quando a noiva entrar, pois isso mancha e estraga o carpetão vermelho comprado pela Santa Sé”.
Não tenho idéia do valor disso, mas passemos adiante.
Certamente a igreja será ornamentada com flores, podem ser de todo o tipo, flores do campo, rosas, palmas, copo-de-leite, sei lá mais o que. Custa caro, ainda mais se você pensar que isso não dura mais do que uns 120 minutos, se Deus quiser.
Chuto que aí vão uns 1000 REAUS.
Segue a missa: Quem cantará? Haverá instrumentistas, piano, orquestra? Creio que não será um CD do Padre Marcelo. Então, reserve aí uns 500 REAUS prum cantor/cantora e instrumentista. Se colocar um trio de cordas, hááááá: Milzão resolve de novo. Razoável, pra umas 6 músicas, não acha?
Pra que música e flores se não vai houver registro deste momento magnífico, ainda que seja só pra mulher que está vestida de branco? Um DVD e um belo álbum de fotos, pra jogar fora na hora da separação, são imprescindíveis. Lembre-se de nunca fazer com que seus amigos próximos assistam a tal vídeo, tampouco folheiem este álbum. Isso é coisa que deve ser guardada, no máximo, para mostrar pros filhos.
Quer saber? Vai lá uns 1500 pra esta preciosidade. Quer edição primorosa e álbum de veludo vermelho com acabamento em couro de camelo australiano? Há! 2000 no mole.
Docinhos ou lembrancinhas para depois do casamento: Óbvio que vai depender do que você pensa em distribuir. Se der bombom e bilhetinhos, pode calcular umas quatrocentas pratas. Se quiser bonequinho de biscuit e trufas, jogue este orçamento para 800. Claro que isso depende totalmente da quantidade. Se você convidar a torcida do Flamengo, vai acabar com suas economias só no docinho. Bom mesmo é ver o pessoal recebendo alegremente o quitute, comendo e jogando os papéis, convites e biscuit no lixo mais próximo. Ou você acha que alguém, além da tua tia velha, vai guardar lembrancinha de casamento?
Já ia mês esquecendo: Convite! A alegria do casamento. Muitos desistiram já nesta etapa, pois não há consenso sobre o modelo, ou morreram na hora que viram os preços. Nem vou me alongar. Separe uns 1500 pra essa etapa. Afinal, vc não vai perder tempo com convites simples. Se é mulher, vai querer algo especial, que marque. No final das contas, só serve pra alguém pendurar na porta da geladeira pra não esquecer a data de te mandar o telegrama de felicitações.
Estou rindo por dentro imaginando a saga da entrega dos convites. Mais: A escolha do calígrafo (200 pratas) e os nomes escritos errados. Ô alegria!
Ah, o vestido! A coisa mais linda, modelo atual, primeira locação pra ter certeza que não vai ser lembrado por alguém que já foi num casamento naquele mesmo ano.
Branco, pérola, decote, tomara que caia, penduricalhos pra cabelo e salto não muito alto, mas decorado com cristais.
Morro, sempre morro nesta parte: 2500 tá bom pra você? Ah, que isso!!! 3000 não é tanto para uma ocasião tão especial. Manda bala no bolso, sô!
Deus poupou os homens deste problema. Ninguém vai notá-lo mesmo. A não ser que seja um destes “aparecidos”. Não invente e alugue aquele paletó que parece farda, por uns 150 mangos. O gostoso é ficar apertado, com o saco coçando, com a coluna ereta tal qual um alicerce de World Trade Center antes do Osama. E o calor é lindo, você vai A.D.O.R.A.R.
Separe uns 300 mangos pra roupa dos pajens e daminhas, acho que isso dá. Ou você quer deixar aquela tua tia brega escolher a roupitcha das crianças?
Tá tudo indo bem até aqui, fácil e MODESTO.
Mas vai ter que rolar o rango? Se fudeu mermão, vai todo mundo reclamar da cerveja e da qualidade e quantidade da comida servida, mesmo que seja tudo da melhor qualidade. Se você pagar pro César Romero, ele dá notinha na coluna social dizendo que estava tudo magnífico, mas na verdade, não estará. Bem, vamos ser otimistas, você pode servir um wiskhy escocês e pró seco com quitutes de um afamado Buffet, deve funcionar. Nem quero pensar em quanto vai custar esta brincadeira, eu mesmo parei nesta parte. Mas se tiver pensando em whisky mesmo, me chame e me dê uma mesa perto da passagem dos garçons. Ficarei agradecido.
Ah, o amor estará no ar!
Acho que está de bom tamanho, porque você já deve ter comprado seu pacote de viagens, feito tua reserva de grana pra gastar à vontade na viagem e comprado as passagens com a milhagem do teu cartão de crédito. Não? Sério! Meu Deus, corra, corra, corra para longe, na olhe prá trás, ainda dá tempo!
No mais:
Sucesso e um feliz casamento!
Não tenho idéia do valor disso, mas passemos adiante.
Certamente a igreja será ornamentada com flores, podem ser de todo o tipo, flores do campo, rosas, palmas, copo-de-leite, sei lá mais o que. Custa caro, ainda mais se você pensar que isso não dura mais do que uns 120 minutos, se Deus quiser.
Chuto que aí vão uns 1000 REAUS.
Segue a missa: Quem cantará? Haverá instrumentistas, piano, orquestra? Creio que não será um CD do Padre Marcelo. Então, reserve aí uns 500 REAUS prum cantor/cantora e instrumentista. Se colocar um trio de cordas, hááááá: Milzão resolve de novo. Razoável, pra umas 6 músicas, não acha?
Pra que música e flores se não vai houver registro deste momento magnífico, ainda que seja só pra mulher que está vestida de branco? Um DVD e um belo álbum de fotos, pra jogar fora na hora da separação, são imprescindíveis. Lembre-se de nunca fazer com que seus amigos próximos assistam a tal vídeo, tampouco folheiem este álbum. Isso é coisa que deve ser guardada, no máximo, para mostrar pros filhos.
Quer saber? Vai lá uns 1500 pra esta preciosidade. Quer edição primorosa e álbum de veludo vermelho com acabamento em couro de camelo australiano? Há! 2000 no mole.
Docinhos ou lembrancinhas para depois do casamento: Óbvio que vai depender do que você pensa em distribuir. Se der bombom e bilhetinhos, pode calcular umas quatrocentas pratas. Se quiser bonequinho de biscuit e trufas, jogue este orçamento para 800. Claro que isso depende totalmente da quantidade. Se você convidar a torcida do Flamengo, vai acabar com suas economias só no docinho. Bom mesmo é ver o pessoal recebendo alegremente o quitute, comendo e jogando os papéis, convites e biscuit no lixo mais próximo. Ou você acha que alguém, além da tua tia velha, vai guardar lembrancinha de casamento?
Já ia mês esquecendo: Convite! A alegria do casamento. Muitos desistiram já nesta etapa, pois não há consenso sobre o modelo, ou morreram na hora que viram os preços. Nem vou me alongar. Separe uns 1500 pra essa etapa. Afinal, vc não vai perder tempo com convites simples. Se é mulher, vai querer algo especial, que marque. No final das contas, só serve pra alguém pendurar na porta da geladeira pra não esquecer a data de te mandar o telegrama de felicitações.
Estou rindo por dentro imaginando a saga da entrega dos convites. Mais: A escolha do calígrafo (200 pratas) e os nomes escritos errados. Ô alegria!
Ah, o vestido! A coisa mais linda, modelo atual, primeira locação pra ter certeza que não vai ser lembrado por alguém que já foi num casamento naquele mesmo ano.
Branco, pérola, decote, tomara que caia, penduricalhos pra cabelo e salto não muito alto, mas decorado com cristais.
Morro, sempre morro nesta parte: 2500 tá bom pra você? Ah, que isso!!! 3000 não é tanto para uma ocasião tão especial. Manda bala no bolso, sô!
Deus poupou os homens deste problema. Ninguém vai notá-lo mesmo. A não ser que seja um destes “aparecidos”. Não invente e alugue aquele paletó que parece farda, por uns 150 mangos. O gostoso é ficar apertado, com o saco coçando, com a coluna ereta tal qual um alicerce de World Trade Center antes do Osama. E o calor é lindo, você vai A.D.O.R.A.R.
Separe uns 300 mangos pra roupa dos pajens e daminhas, acho que isso dá. Ou você quer deixar aquela tua tia brega escolher a roupitcha das crianças?
Tá tudo indo bem até aqui, fácil e MODESTO.
Mas vai ter que rolar o rango? Se fudeu mermão, vai todo mundo reclamar da cerveja e da qualidade e quantidade da comida servida, mesmo que seja tudo da melhor qualidade. Se você pagar pro César Romero, ele dá notinha na coluna social dizendo que estava tudo magnífico, mas na verdade, não estará. Bem, vamos ser otimistas, você pode servir um wiskhy escocês e pró seco com quitutes de um afamado Buffet, deve funcionar. Nem quero pensar em quanto vai custar esta brincadeira, eu mesmo parei nesta parte. Mas se tiver pensando em whisky mesmo, me chame e me dê uma mesa perto da passagem dos garçons. Ficarei agradecido.
Ah, o amor estará no ar!
Acho que está de bom tamanho, porque você já deve ter comprado seu pacote de viagens, feito tua reserva de grana pra gastar à vontade na viagem e comprado as passagens com a milhagem do teu cartão de crédito. Não? Sério! Meu Deus, corra, corra, corra para longe, na olhe prá trás, ainda dá tempo!
No mais:
Sucesso e um feliz casamento!
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Devaneios anacrônicos
Nova sessão, destinada a publicar textos perdidos pelos PCs que me servem/serviram de válvula de escape nos momentos de chateação da vida.
Tem duas coisas que vou postar aqui das quais gosto muito. São textos que não saem de minha cabeça, tal qual "musica chiclete". Ficaram meio que impressos na minha mente e sempre voltam, me visitando e me fazendo refletir sobre seu conteúdo. AHHH. Mentira, isso só vem na minha cabeça pq eu sou um retardado mesmo, foda-se!
Mas são legais, e muitos já conhecem:
O primeiro é do Raulzito, parece que é uma letra não musicada.
"De tanta teimosia
Na burrice que eu insistia
Demorei pra ter certeza
De que a maior beleza
Tava em mim porque eu sou
O meu próprio seguidor
Hoje não creio em bestalhos
Em tarô e seus baralhos
Que se dane quem procura
Nego todas as culturas
Não tem nada mais nojento
Do que quem crê num pensamento
Acho todo mundo burro
Quero tanto dar uns murros
Isso muito me irrita
Eles têm q ter um fim
E eu só acredito em MIM"
O outro já é manjado, do Augusto dos Anjos:
"Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!"
Legal né, quem gostou bate palma ou enfia o dedo no orifício anal e tenta se virar do avesso.
Inté!
Tem duas coisas que vou postar aqui das quais gosto muito. São textos que não saem de minha cabeça, tal qual "musica chiclete". Ficaram meio que impressos na minha mente e sempre voltam, me visitando e me fazendo refletir sobre seu conteúdo. AHHH. Mentira, isso só vem na minha cabeça pq eu sou um retardado mesmo, foda-se!
Mas são legais, e muitos já conhecem:
O primeiro é do Raulzito, parece que é uma letra não musicada.
"De tanta teimosia
Na burrice que eu insistia
Demorei pra ter certeza
De que a maior beleza
Tava em mim porque eu sou
O meu próprio seguidor
Hoje não creio em bestalhos
Em tarô e seus baralhos
Que se dane quem procura
Nego todas as culturas
Não tem nada mais nojento
Do que quem crê num pensamento
Acho todo mundo burro
Quero tanto dar uns murros
Isso muito me irrita
Eles têm q ter um fim
E eu só acredito em MIM"
O outro já é manjado, do Augusto dos Anjos:
"Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!"
Legal né, quem gostou bate palma ou enfia o dedo no orifício anal e tenta se virar do avesso.
Inté!
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Not Tupi
Bem, cabe-me dizer-lhes que, após 3 anos de trabalho junto à Tribo Carijó, deixei a torcida.
Quem me conhece, sabe de minha dedicação ao Tupi. Sabe também que sempre prego que, pra torcer pro Tupi, devemos ter “desprendimento de resultados”. O clube chega próximo aos 100 anos e, além de alguns títulos de campeão do interior, só tem em sua história a Taça MG e um Troféu de Campeão da Segunda Divisão Mineira. Muito pouco...
Segue jogando “aos trancos e barrancos”. Forma times medianos, que, na melhor das hipóteses, é barrado pela dupla CAM/Cruzeiro nas finais do Campeonato Mineiro...
Esta é a escrita.
E tem hora que isso cansa a gente.
2009: Tudo começa com uma melancólica despedida do Campeonato Mineiro sendo varado, em casa, por sete gols do Cruzeiro. Soma-se uma Copa do Brasil no qual nos classificaríamos com um empate e somos derrotados pelo feio Criciúma. Jogamos a série D e fomos a Campos enfrentar o Macaé, também com a vantagem de um empate. A derrota aconteceu de novo e a classificação para a série C ficou na praia. Pra coroar o ano, chegamos às semifinais da Taça MG, em busca do Bicampeonato. Começamos ganhando o jogo de ida, e tomamos uma virada. No jogo de volta, uma vitória simples resolveria, mas empatamos em casa, jogando o ano no lixo.
O time Junior, pré-classificado para a segunda fase da competição, é enrabado seguidamente em 2009 e perde a chance de se manter na elite dos juniores mineiros.
Como podem ver, é muita decepção para um pobre mortal...
E ainda sou obrigado a ver um amigo ser agredido e perder a camisa pros favelados de Macaé. Uma “torcedora” da Tribo ir na rádio e vomitar um monte de merda sobre a torcida, um presidente afastar-se e retornar, gente de confiança vazando informação, arrogância, tramóia, articulações de bastidores comendo solto, decisões tomadas sem democracia...
Joguei tudo por alto e decidi tomar conta da minha vida.
O Tupi, comigo ou “sem migo” vai continuar sua história, como a contada logo acima. A Tribo vai continuar também, do mesmo jeito.
Quem não vai continuar sou eu, passando perrengue, gastando grana em vão, tomando sol e chuva e passando todo tipo de raiva por um time que me traz mais tristeza do que alegria.
Quem me conhece, sabe de minha dedicação ao Tupi. Sabe também que sempre prego que, pra torcer pro Tupi, devemos ter “desprendimento de resultados”. O clube chega próximo aos 100 anos e, além de alguns títulos de campeão do interior, só tem em sua história a Taça MG e um Troféu de Campeão da Segunda Divisão Mineira. Muito pouco...
Segue jogando “aos trancos e barrancos”. Forma times medianos, que, na melhor das hipóteses, é barrado pela dupla CAM/Cruzeiro nas finais do Campeonato Mineiro...
Esta é a escrita.
E tem hora que isso cansa a gente.
2009: Tudo começa com uma melancólica despedida do Campeonato Mineiro sendo varado, em casa, por sete gols do Cruzeiro. Soma-se uma Copa do Brasil no qual nos classificaríamos com um empate e somos derrotados pelo feio Criciúma. Jogamos a série D e fomos a Campos enfrentar o Macaé, também com a vantagem de um empate. A derrota aconteceu de novo e a classificação para a série C ficou na praia. Pra coroar o ano, chegamos às semifinais da Taça MG, em busca do Bicampeonato. Começamos ganhando o jogo de ida, e tomamos uma virada. No jogo de volta, uma vitória simples resolveria, mas empatamos em casa, jogando o ano no lixo.
O time Junior, pré-classificado para a segunda fase da competição, é enrabado seguidamente em 2009 e perde a chance de se manter na elite dos juniores mineiros.
Como podem ver, é muita decepção para um pobre mortal...
E ainda sou obrigado a ver um amigo ser agredido e perder a camisa pros favelados de Macaé. Uma “torcedora” da Tribo ir na rádio e vomitar um monte de merda sobre a torcida, um presidente afastar-se e retornar, gente de confiança vazando informação, arrogância, tramóia, articulações de bastidores comendo solto, decisões tomadas sem democracia...
Joguei tudo por alto e decidi tomar conta da minha vida.
O Tupi, comigo ou “sem migo” vai continuar sua história, como a contada logo acima. A Tribo vai continuar também, do mesmo jeito.
Quem não vai continuar sou eu, passando perrengue, gastando grana em vão, tomando sol e chuva e passando todo tipo de raiva por um time que me traz mais tristeza do que alegria.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Macumba hi-tech.
Tô cansado de passar pela “Garganta do Dilermando”, um dos acessos ao meu bairro, e deparar-me com vários tipos de macumba pelo gramado lateral desta via.
É um local bonito até, mas vive tomado pelas oferendas às divindades do cadomblé, ou umbanda, ou religiões africanas, ou tudo isso “junto e misturado”.
Bem, tudo é muito trivial: Frango assado com farofa não pode faltar. Garrafa de espumante de qualidade duvidosa também não. Uma toalhinha colorida e outras coisinhas devidamente arrumadas, com seus laçarotes vermelhos, pretos e verdes. Tudo iluminado por velas das mais variadas cores. Às vezes umas imagens de barro e incenso.
Normal.
Mas o mundo vive em constante mudança, disse o filósofo, ou o poeta, ou o cara do curso de auto-ajuda, ou o CEO de uma grande empresa internacional do ramo de batatas fritas em potes cilíndricos (hã ?!?)
Desta forma, com o maior respeito aos adeptos de tais práticas, venho propor uma evolução na forma de agradar tais divindades!
Recomendaria trocar os quitutes por algo mais novo, fácil e proveitoso: Um belo BigMac, com fritas. Tudo em suas embalagens. Muito mais higiênico e de fácil consumo. Mas dispense o refrigerante: O gelo pode derreter e ficar aguado. Prefira uma garrafa de um vinho chileno, que pode ser consumido em temperatura ambiente sem comprometer o sabor. (Espumante quente ninguém merece, nem o Exu Caveira.) Não esqueça de deixar um saca rolhas.
Não dá pra dispensar a toalha! Mas prefira coisas mais elegantes ou joviais. Nada de toalha quadriculada. Opte por estampas futurísticas, estilo Star Wars.(Uma destas, com o Darth Vader, será satisfação garantida!) Se for alguma divindade infantil, como o Erê, escolha o Ben10 (WTF!) ou Pikachu para as estampas das toalhas.
Pra animar a oferenda, recomendo uma MP4 carregado de “músicas de terreiro”, devidamente mixadas por um DJ israelense ou dinamarquês. Passe um laçarote vermelho e preto em volta do MP4 pra espantar os ladrões de macumba. Mas não se esqueça de deixar o aparelho tocando! (E MP4 tem alto-falante à toa, ô mané?) A bateria deve durar umas duas horas, tempo suficiente para a visitinha da entidade.
Só não consegui uma boa idéia para substituir as velas. Talvez uma lanterna bonitinha, comprada na Casa & Vídeo do Shops Independência. Vocês podem sugerir algo pra terminar a idéia da oferenda. Mizifio. Se suncê num sugeri nada, caboclo do mato vai funfa suncê di noiti.
É um local bonito até, mas vive tomado pelas oferendas às divindades do cadomblé, ou umbanda, ou religiões africanas, ou tudo isso “junto e misturado”.
Bem, tudo é muito trivial: Frango assado com farofa não pode faltar. Garrafa de espumante de qualidade duvidosa também não. Uma toalhinha colorida e outras coisinhas devidamente arrumadas, com seus laçarotes vermelhos, pretos e verdes. Tudo iluminado por velas das mais variadas cores. Às vezes umas imagens de barro e incenso.
Normal.
Mas o mundo vive em constante mudança, disse o filósofo, ou o poeta, ou o cara do curso de auto-ajuda, ou o CEO de uma grande empresa internacional do ramo de batatas fritas em potes cilíndricos (hã ?!?)
Desta forma, com o maior respeito aos adeptos de tais práticas, venho propor uma evolução na forma de agradar tais divindades!
Recomendaria trocar os quitutes por algo mais novo, fácil e proveitoso: Um belo BigMac, com fritas. Tudo em suas embalagens. Muito mais higiênico e de fácil consumo. Mas dispense o refrigerante: O gelo pode derreter e ficar aguado. Prefira uma garrafa de um vinho chileno, que pode ser consumido em temperatura ambiente sem comprometer o sabor. (Espumante quente ninguém merece, nem o Exu Caveira.) Não esqueça de deixar um saca rolhas.
Não dá pra dispensar a toalha! Mas prefira coisas mais elegantes ou joviais. Nada de toalha quadriculada. Opte por estampas futurísticas, estilo Star Wars.(Uma destas, com o Darth Vader, será satisfação garantida!) Se for alguma divindade infantil, como o Erê, escolha o Ben10 (WTF!) ou Pikachu para as estampas das toalhas.
Pra animar a oferenda, recomendo uma MP4 carregado de “músicas de terreiro”, devidamente mixadas por um DJ israelense ou dinamarquês. Passe um laçarote vermelho e preto em volta do MP4 pra espantar os ladrões de macumba. Mas não se esqueça de deixar o aparelho tocando! (E MP4 tem alto-falante à toa, ô mané?) A bateria deve durar umas duas horas, tempo suficiente para a visitinha da entidade.
Só não consegui uma boa idéia para substituir as velas. Talvez uma lanterna bonitinha, comprada na Casa & Vídeo do Shops Independência. Vocês podem sugerir algo pra terminar a idéia da oferenda. Mizifio. Se suncê num sugeri nada, caboclo do mato vai funfa suncê di noiti.
Esquisitices [2]
Pensar é “de grátis”, desta forma, pululam idéias nesta caixa craniana vazia. Seguindo a linha gourmet, iniciada pelo delicioso torresmo doce, surgiu agora uma nova receita, interessante, sugestiva, apetitosa, tentadora e saborosa: Algodão Doce Salgado.
Ora, se pessoas “normais” comem pão-doce com manteiga/margarina salgada, ou ainda recheiam os mesmos com a dupla presunto/mussarela, igualmente salgados, qual o problema de colocarmos em prática esta nova receita?
Se o algodão doce é o terror dos diabéticos, por que não dar aos hipertensos esta mesma sensação de vontade contrariada?
A Receita:
Talvez simplesmente adicionando o sal naquelas máquinas que misturam o açúcar e o corante, dê tudo certo. (NOT!) A receita, para dar a famosa liga fibrosa, semelhante ao algodão, não pode dispensar o açúcar... Não é possível fazer o algodão exclusivamente salgado, pq o sal não teria o efeito fibroso. Não vejo como substituir o açúcar... (Talvez lã de vidro, que não é algo muito apetitoso e digestivo...)
Bem, a idéia está aí. Talvez algum Chef francês goste da idéia, coloque em prática e fique milionário. Quem sabe um traficante descubra que a mistura “dá onda” e também fique milionário. Ou ainda uma grande indústria alimentícia patenteie a receita e a torne tão famosa e necessária quanto o ovo em pó na culinária malasiana (malaia, porra!). (?!?)
De certo que eu nem vou ficar milionário, tampouco experimentar este troço.
Mas quero meu nome no pacote do produto, como idealizador! (menos se a idéia for “comprada” pelo traficante)
Ora, se pessoas “normais” comem pão-doce com manteiga/margarina salgada, ou ainda recheiam os mesmos com a dupla presunto/mussarela, igualmente salgados, qual o problema de colocarmos em prática esta nova receita?
Se o algodão doce é o terror dos diabéticos, por que não dar aos hipertensos esta mesma sensação de vontade contrariada?
A Receita:
Talvez simplesmente adicionando o sal naquelas máquinas que misturam o açúcar e o corante, dê tudo certo. (NOT!) A receita, para dar a famosa liga fibrosa, semelhante ao algodão, não pode dispensar o açúcar... Não é possível fazer o algodão exclusivamente salgado, pq o sal não teria o efeito fibroso. Não vejo como substituir o açúcar... (Talvez lã de vidro, que não é algo muito apetitoso e digestivo...)
Bem, a idéia está aí. Talvez algum Chef francês goste da idéia, coloque em prática e fique milionário. Quem sabe um traficante descubra que a mistura “dá onda” e também fique milionário. Ou ainda uma grande indústria alimentícia patenteie a receita e a torne tão famosa e necessária quanto o ovo em pó na culinária malasiana (malaia, porra!). (?!?)
De certo que eu nem vou ficar milionário, tampouco experimentar este troço.
Mas quero meu nome no pacote do produto, como idealizador! (menos se a idéia for “comprada” pelo traficante)
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