Quando alguém decide torcer pelo Tupi, não sabemos ao certo onde isto poderá nos levar.
Obviamente que muitos nos olharão com ar de incrédulos, descrentes de nossa opção.
Faria sentido esse olhar recriminador? Na nossa modesta opinião, não.
Afinal, o que é torcer? Vestir a camisa do time; ir ao estádio, nos jogos em casa e até fora da cidade; defender o clube até nas derrotas; ler, conhecer e fazer parte da história do clube. Isso mesmo: Fazer parte da história, pois de nossas memórias sairão os maiores argumentos para esta opção de vida.
Esta história que nem sempre é escrita é que cativa a nós mesmos e traz pra perto outros tantos que se interessam pelo nosso time do coração, devido a nossa feroz defesa pelo direito de torcer por um clube de nossa cidade natal. Ora, é óbvio que temos motivos a mais do que qualquer outro torcedor de times cariocas e paulistas.
Pergunto: Quando você, torcedor rubro negro, entrou no gramado do Maracanã para festejar um título com teu time? E você, torcedor tricolor, tem por hábito conversar com o atacante do teu time, e ele saberia quem você é? Você, cruzmaltino, já teve a oportunidade de estar num churrasco, lado a lado com o ídolo do teu time? Será que o mais autêntico botafoguense, um dia, pode conversar com o técnico do seu time e sugerir um jogador para compor o elenco?
Parece coisa de amador, alguns dirão. Mas não é. A vivência próxima a um clube e de seus jogadores, comissão técnica e presidente nos dá este tipo de privilégio.
E nem por isso eles deixam de ser profissionais, tanto quanto qualquer jogador dos ditos grandes clubes. Muitas vezes, até mais.
E mesmo que nos faltem títulos, nunca deixaremos de torcer pelo time que nos leva ao estádio aos domingos. Que sofre com o orçamento apertado, que sofre diante de uma Federação que insiste em promover só os grandes times da capital, que sofre diante de uma arbitragem tendenciosa e desprezível.
Nada fará com que mudemos de time e de opinião. Porque o nosso clube mora em nossos corações, e este time, da sua humilde maneira, reconhece este amor e sempre nos retribui nos gramados.
Os jogadores sabem disso. Sempre que entrarem em campo, em qualquer circunstância de tempo, situação no campeonato e condições de vitória, poderão olhar para aquela mesma curva da arquibancada e lá estaremos nós, da Tribo Carijó, cantando, gritando, torcendo e vibrando como se fosse aquela a última e mais decisiva partida de todas.
Sempre. Porque nós seremos Tupi até o último dia de nossas vidas
Tribo Carijó, Tupi até morrer.
O Creme do Pão Doce é um blog idiota, assim como o postante que vos escreve! Isso não quer dizer que quem o lê seja também, embora, se você gostar do adjetivo, fique a vontade para usá-lo. E, como diria alguem que não me lembro agora: "Pra isso aqui ficar ruím, vai ter que melhorar MUITO!"
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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Muito pra mim é tão pouco...
Sempre digo, para os incrédulos em minha afirmação de que sou torcedor exclusivamente carijó: “Nós somos os verdadeiros abnegados do mundo da bola”. Vamos ao estádio, sempre, com uma ponta de descrença espetando nosso coração repleto de amor pelo alvi-negro juizforano.
Não esperamos por títulos suntuosos, troféus brilhantes, campanhas avassaladoras, goleadas históricas, gols inimagináveis. Esperamos ver nosso time jogar, de forma correta, com aplicação, dedicação, coerência e com poder de agir e reagir quando necessário. Lutar, de forma digna e sem abaixar a cabeça, por maior que seja o adversário (e nenhum deles será maior do que nosso Galo Carijó). Isso é tão simples, tão “pouco”, tão normal, que já nos basta. Os resultados serão fruto deste “pouco” que esperamos. E quando os resultados acontecem, nos tornamos os torcedores mais orgulhosos, do melhor time de todos os tempos, não só de Minas Gerais, mas do Brasil, do Mundo.
Não há como descrever para vocês, boleiros, o que é a sensação que antecede o jogo.
Nós, da Tribo Carijó, nos falamos diariamente. Procuramos informações nos jornais, blogs, sites, assessorias, rádio e TV. Sabemos muito bem como é difícil garimpar informações do nosso time. Muitas vezes recorremos até aos diários do time adversário, para saber o que nos espera e também a forma como enxergam nosso time.
Passamos a semana apreensivos, avaliamos, damos nota, montamos nosso esquema tático, substituímos e escalamos nosso time. Secamos o adversário, com um ódio comedido, que some depois do jogo, mas com uma fúria que desejaria que estes adversários nem sequer pisassem em nosso querido gramado.
Isso vai crescendo, e muito antes da partida já falamos sobre o jogo, como se ele tivesse começado. Na véspera já sabemos quando e onde nos encontraremos para ir ao estádio, juntos, crescendo ainda mais a ansiedade pelo jogo.
Pelas ruas de nossa cidade surgem vários torcedores da Tribo, vestidos com suas inconfundíveis fardas pretas. Vêem de vários bairros e regiões, inclusive, de outras cidades. (Saiba você, boleiro, que somos muitos e estamos espalhados pelo Brasil afora).
Nos encontramos no ponto de ônibus destinado ao embarque da torcida, e lá estão todos, de olhos vidrados e o peito cheio de ar grita as músicas e o hino do Galo Carijó, já no embarque para o estádio.
A partir daí somos todos uma só voz, um só destino e uma só vontade. Tudo pelo Tupi.
Chegamos ao estacionamento e lá encontramos com mais torcedores da Tribo. O grito cresce, a força aumenta. Uns entram antes e já estendem nossa faixa, marcando nosso território conquistado nas arquibancadas. De lá não sairemos nem no mais quente sol e nem diante da maior tormenta.
Há um misto de admiração e temor nos olhos dos demais torcedores: Quem são estes malucos, por que estão neste clima, alucinados, em plena tarde de domingo?
Mas mesmo os mais incrédulos se contagiam, eles cantarão e vibrarão conosco durante os 90 minutos. E lá na Tribo não nos importaremos com o resultado final, se ganhamos, empatamos ou perdemos. E aquele “pouco” que nos move, sobre o qual me referi no início do texto se torna muito, porque naquele momento nossos jogadores não são simples atletas. São gladiadores na arena da bola, lutando contra tudo e contra todos, guerreando atrás da vitória impossível, derrubando leões, raposas, zebus e cravando a espora do Galo Carijó matador no coração do adversário que ousou entrar em nossos domínios.
Não queremos mais aquele “pouco”. Nós somos maiores e agora temos muito mais o que esperar de nossos jogadores:
Como disse o compositor, acertadamente:
“E muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louco
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouco
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero mais
Pouco eu não quero mais.
Pouco eu não quero mais”
Não esperamos por títulos suntuosos, troféus brilhantes, campanhas avassaladoras, goleadas históricas, gols inimagináveis. Esperamos ver nosso time jogar, de forma correta, com aplicação, dedicação, coerência e com poder de agir e reagir quando necessário. Lutar, de forma digna e sem abaixar a cabeça, por maior que seja o adversário (e nenhum deles será maior do que nosso Galo Carijó). Isso é tão simples, tão “pouco”, tão normal, que já nos basta. Os resultados serão fruto deste “pouco” que esperamos. E quando os resultados acontecem, nos tornamos os torcedores mais orgulhosos, do melhor time de todos os tempos, não só de Minas Gerais, mas do Brasil, do Mundo.
Não há como descrever para vocês, boleiros, o que é a sensação que antecede o jogo.
Nós, da Tribo Carijó, nos falamos diariamente. Procuramos informações nos jornais, blogs, sites, assessorias, rádio e TV. Sabemos muito bem como é difícil garimpar informações do nosso time. Muitas vezes recorremos até aos diários do time adversário, para saber o que nos espera e também a forma como enxergam nosso time.
Passamos a semana apreensivos, avaliamos, damos nota, montamos nosso esquema tático, substituímos e escalamos nosso time. Secamos o adversário, com um ódio comedido, que some depois do jogo, mas com uma fúria que desejaria que estes adversários nem sequer pisassem em nosso querido gramado.
Isso vai crescendo, e muito antes da partida já falamos sobre o jogo, como se ele tivesse começado. Na véspera já sabemos quando e onde nos encontraremos para ir ao estádio, juntos, crescendo ainda mais a ansiedade pelo jogo.
Pelas ruas de nossa cidade surgem vários torcedores da Tribo, vestidos com suas inconfundíveis fardas pretas. Vêem de vários bairros e regiões, inclusive, de outras cidades. (Saiba você, boleiro, que somos muitos e estamos espalhados pelo Brasil afora).
Nos encontramos no ponto de ônibus destinado ao embarque da torcida, e lá estão todos, de olhos vidrados e o peito cheio de ar grita as músicas e o hino do Galo Carijó, já no embarque para o estádio.
A partir daí somos todos uma só voz, um só destino e uma só vontade. Tudo pelo Tupi.
Chegamos ao estacionamento e lá encontramos com mais torcedores da Tribo. O grito cresce, a força aumenta. Uns entram antes e já estendem nossa faixa, marcando nosso território conquistado nas arquibancadas. De lá não sairemos nem no mais quente sol e nem diante da maior tormenta.
Há um misto de admiração e temor nos olhos dos demais torcedores: Quem são estes malucos, por que estão neste clima, alucinados, em plena tarde de domingo?
Mas mesmo os mais incrédulos se contagiam, eles cantarão e vibrarão conosco durante os 90 minutos. E lá na Tribo não nos importaremos com o resultado final, se ganhamos, empatamos ou perdemos. E aquele “pouco” que nos move, sobre o qual me referi no início do texto se torna muito, porque naquele momento nossos jogadores não são simples atletas. São gladiadores na arena da bola, lutando contra tudo e contra todos, guerreando atrás da vitória impossível, derrubando leões, raposas, zebus e cravando a espora do Galo Carijó matador no coração do adversário que ousou entrar em nossos domínios.
Não queremos mais aquele “pouco”. Nós somos maiores e agora temos muito mais o que esperar de nossos jogadores:
Como disse o compositor, acertadamente:
“E muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louco
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouco
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero mais
Pouco eu não quero mais.
Pouco eu não quero mais”
terça-feira, 31 de março de 2009
Voltaire foi um poeta, ensaísta, dramaturgo, filósofo e historiador iluminista francês. Ele defendia a liberdade de ser e pensar diferente. Não entendia nada de futebol, mas certa vez disse que: “Certas derrotas preparam-nos para grandes vitórias.”
Parece não haver frase melhor neste momento!
Se é que em nosso interior alguém enxergou derrota!
Não! Não houve derrota!
Só vimos superação.
Superação das adversidades, superação das críticas, do pessimismo, do descrédito de alguns, da desconfiança de outros.
Mas, acima de tudo, superação de nossas forças.
Marcamos, corremos, lutamos como nunca! Lutamos como todos gostam de ver: Nossos pais, irmãos, esposas, namoradas, filhos, amigos, e até o mais descrente torcedor se contagiou com este espírito de luta e superação.
Mas há algo que nos move, que nos faz crer que não é o fim! É o início de uma história que será escrita no gramado, com o suor e sangue de bravos guerreiros. Gente que teve seu futebol desacreditado, que teve sua conduta contestada, que ouviram vaias quando precisaram de incentivo, que foram ignorados pelos juízes em campo, que ouviram chacotas dos adversários, que se viram longe de casa, unidos pela amizade dos parceiros de time, e só este sentimento supria a falta e a distância de tudo e de todos.
Agora é a hora da virada, por mais clichê que pareça a frase, essa é a verdade! Vamos mostrar para todos: imprensa, adversários, os descrentes e os críticos. Vamos mostrar do que somos realmente capazes.
Vamos derrubar este “tabu”, vamos acabar com esta hegemonia dos times da capital, que ignoram nossa capacidade, ignoram nosso potencial, desprezam nossa raça, nossa camisa e nossa vontade.
Vontade! Esta é a palavra!
É o nosso destino que iremos trilhar a partir deste momento.
Com honra, glória, força, amor, fé, raça e acima de tudo, com muita VONTADE! Algo que nunca nos faltou e que agora será nosso maior combustível! Só pensaremos em nosso objetivo maior, impulsionados pela nossa VONTADE de vencer, de ser, de crescer, VONTADE de mostrar nossa capacidade, VONTADE de mostrar ao mundo que somos capazes de superar qualquer barreira, por mais difícil que possa parecer.
Vamos jogar, vamos marcar, vamos correr, vamos suar, vamos sofrer, mas vamos nos superar, pela nossa vontade, nossa imensa vontade de ganhar!
Um forte abraço da Torcida Organizada Tribo Carijó.
Apoiando os 90 minutos, SEMPRE.
Parece não haver frase melhor neste momento!
Se é que em nosso interior alguém enxergou derrota!
Não! Não houve derrota!
Só vimos superação.
Superação das adversidades, superação das críticas, do pessimismo, do descrédito de alguns, da desconfiança de outros.
Mas, acima de tudo, superação de nossas forças.
Marcamos, corremos, lutamos como nunca! Lutamos como todos gostam de ver: Nossos pais, irmãos, esposas, namoradas, filhos, amigos, e até o mais descrente torcedor se contagiou com este espírito de luta e superação.
Mas há algo que nos move, que nos faz crer que não é o fim! É o início de uma história que será escrita no gramado, com o suor e sangue de bravos guerreiros. Gente que teve seu futebol desacreditado, que teve sua conduta contestada, que ouviram vaias quando precisaram de incentivo, que foram ignorados pelos juízes em campo, que ouviram chacotas dos adversários, que se viram longe de casa, unidos pela amizade dos parceiros de time, e só este sentimento supria a falta e a distância de tudo e de todos.
Agora é a hora da virada, por mais clichê que pareça a frase, essa é a verdade! Vamos mostrar para todos: imprensa, adversários, os descrentes e os críticos. Vamos mostrar do que somos realmente capazes.
Vamos derrubar este “tabu”, vamos acabar com esta hegemonia dos times da capital, que ignoram nossa capacidade, ignoram nosso potencial, desprezam nossa raça, nossa camisa e nossa vontade.
Vontade! Esta é a palavra!
É o nosso destino que iremos trilhar a partir deste momento.
Com honra, glória, força, amor, fé, raça e acima de tudo, com muita VONTADE! Algo que nunca nos faltou e que agora será nosso maior combustível! Só pensaremos em nosso objetivo maior, impulsionados pela nossa VONTADE de vencer, de ser, de crescer, VONTADE de mostrar nossa capacidade, VONTADE de mostrar ao mundo que somos capazes de superar qualquer barreira, por mais difícil que possa parecer.
Vamos jogar, vamos marcar, vamos correr, vamos suar, vamos sofrer, mas vamos nos superar, pela nossa vontade, nossa imensa vontade de ganhar!
Um forte abraço da Torcida Organizada Tribo Carijó.
Apoiando os 90 minutos, SEMPRE.
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