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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Velho Ferreira



Os amigos sabem que curto uma boa cachaça, principalmente se ela estiver acompanhando um bom tira gosto num buteco.
A minha predileta, nos últimos tempos, é a Velho Ferreira, de Prados/MG
O Léo, do Caminho da Roça, “achou” esta cachaça num fornecedor e desde então ela é a principal no seu bar. É tão boa que ele diz não saber se ela vende muito ou se é ele que está bebendo demais atrás do balcão.
Taí uma pouco da história:
“Cachaça totalmente artesanal, a Velho Ferreira é produzida em Vitoriano Veloso, lugarejo de Minas Gerais, conhecido pelo apelido de “Bichinho”
Oficialmente fundada em 14/04/1997, o alambique da Velho Ferreira já destilava no ano de 1999, 518 litros de cachaça buscando realizar-se no dia-a-dia, o sonho nascido com Vicente Ferreira Rodrigues, entre 1930 a 1947, distribuidor da região; o sonho sustentado por seu filho, Antonio Ferreira Neto, o “Velho Ferreira”, que transportava o produto; o sonho, finalmente materializado por Cláudio Ferreira da Silva, mais de meio século depois. No rótulo da chachaça, a foto do Velho Ferreira é a expressão de um produto de três gerações: de pai para filho, de filho para neto”


Eles produzem dois tipos de cachaça em embalagens de 750ml: a branca e a amarela. A primeira, envelhecida em Jequitibá. A segunda, em Carvalho.
A branca é leve e suave. Desce redondo e sem rasgar o peito. Um perigo: dá vontade de tomar mais...
A amarela é uma preciosidade, com muito aroma, decorrente do envelhecimento em carvalho, e um excelente sabor. Maravilha.
Particularmente, preferi a branca.
Portanto, meus caros, caso tenham interesse em tirar esta prova, visitem o Caminho da Roça e peçam a Velho Ferreira por lá. É satisfação garantida.

http://www.cachacavelhoferreira.com.br/home.html

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Cachaça Araci



Li, recentemente, uma entrevista de um dito entendedor de cachaças, chamado Marcelo Câmara, que saiu em defesa das cachaças brancas, notadamente as de sua região, em Paraty/RJ (ele é de Angra dos Reis). O cara detona as cachaças mineiras. Pra que vocês saibam o que ele pensa, vai aqui uma pequena frase da entrevista:
"Minas não fabrica cachaça, mas cachaça envelhecida, ou melhor, geralmente envelhece mal pingas ruins. Mas há algumas, poucas, cachaças e cachaças envelhecidas mineiras, de qualidade superior. "
Bem, o que posso desejar para este cidadão é que seu fígado seja tomado por uma cirrose irreversível, ou que escorregue numa pedra em Paraty, bata a cabeça e caia no mar desacordado. À noite, de preferência.
De qualquer forma, e motivado por ter um grande amigo e VERDADEIRO entendedor de cachaças e que opta sempre pela branquinha (Enio Amaral), em minhas últimas visitas no Bar do Abílio pedi por cachaça branca e me foi oferecida a Araci.
Produzida em São João Nepomuceno há mais de 80 anos, possui uma linha de cachaça fresca, da destilação do ano e ainda cachaças envelhecidas, as amarelas. Já havia visto o rótulo desta cachaça em alguns bares, mas sempre titubiei em experimentar.
Acontece que a cachaça é muito boa! Suave no paladar, desce redondo e não queima. Acompanha muito bem os tira gostos e dá vontade de tomar mais doses.
E, nessas andanças pelos butecos, na companhia do meu irmão José Antonio, passamos pelo Futrica e nos deparamos com a Araci Safra 98: a mesma cachaça, envelhecida. Um néctar, pra dizer a verdade. Se a branca já é ótima, imaginem esta cachaça repousada em tonéis de madeira?
Pois é, esse tal de Marcelo Câmara não sabe de nada mesmo.
Para quem interessar, o Futrica vende a dose por R$4,00 e a garrafa por R$40,00