Vontade de comer um bom peixe, de preferência uma traíra sem espinha, prato servido em alguns bares especializados em JF. A traíra é peixe de água doce, de carne branca e sabor marcante. Seu preparo consiste em remover a espinha dorsal que permeia a carne. No “Bar do Silva”, ela chega à mesa inteira. No “Bar do Bode”, numa bandeja em pequenos pedaços. No local que fomos hoje, o tradicional “Bar do Dodô”, ela chega à mesa igualmente em pedaços, mas acompanhada do rabo e da cabeça do peixe. Tudo empanado e crocante, ornamentado por folhas de alface americana.
E ainda nos acompanhamentos surge uma bela salada de tomate maça, cebola, azeitonas graúdas e mais alface. Um arroz branquinho chega à mesa junto em uma panela de pedra, fumegando e recheada de um cremoso e saboroso pirão de peixe. Por apenas um real a mais, o arroz é servido com lascas de alho frito, finamente cortadas e crocantes.
O prato serve três pessoas, embora a garçonete tenha sugerido uma porção para duas pessoas. O preço: módicos R$40,00.
Cervejas da Ambev figuram no cardápio, junto com outros tipos de peixe e comidas de buteco, inclusive um curioso caldo de piranha.
Tudo é muito saboroso e servido sem muita demora. O bar ampliou o salão, faz algum tempo, e não tenho relatos de muita espera por mesas, problema antigo que já enfrentei por lá. No final de tudo, o próprio Dodô vai à mesa e pergunta aos presentes se tudo estava correto e se fomos bem servidos, fato que deveria se repetir em todos os butecos.
Feliz e satisfeito, vou pra casa e fico com a mesma duvida de sempre: qual a melhor traíra de Juiz de Fora? Ainda bem que não me decido nunca, afinal, sempre poderei voltar pra fazer novas comparações! ;)
Deu vontade de comer uma traíra e não tá afim de pescar: Bairro VALE DOS Bandeirantes (ahá, duvido que vc sabia disso!) Rua Antonio Soares da Costa, LJ
Chegando no Bandeirantes, entre na primeira à esquerda (cruzando a avenida principal). Você subirá uma pequena ladeira e vai virar à direita. É logo depois desta esquina. Vai lá e seja feliz.
O Creme do Pão Doce é um blog idiota, assim como o postante que vos escreve! Isso não quer dizer que quem o lê seja também, embora, se você gostar do adjetivo, fique a vontade para usá-lo. E, como diria alguem que não me lembro agora: "Pra isso aqui ficar ruím, vai ter que melhorar MUITO!"
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Velho Ferreira
Os amigos sabem que curto uma boa cachaça, principalmente se ela estiver acompanhando um bom tira gosto num buteco.
A minha predileta, nos últimos tempos, é a Velho Ferreira, de Prados/MG
O Léo, do Caminho da Roça, “achou” esta cachaça num fornecedor e desde então ela é a principal no seu bar. É tão boa que ele diz não saber se ela vende muito ou se é ele que está bebendo demais atrás do balcão.
Taí uma pouco da história:
“Cachaça totalmente artesanal, a Velho Ferreira é produzida em Vitoriano Veloso, lugarejo de Minas Gerais, conhecido pelo apelido de “Bichinho”
Oficialmente fundada em 14/04/1997, o alambique da Velho Ferreira já destilava no ano de 1999, 518 litros de cachaça buscando realizar-se no dia-a-dia, o sonho nascido com Vicente Ferreira Rodrigues, entre 1930 a 1947, distribuidor da região; o sonho sustentado por seu filho, Antonio Ferreira Neto, o “Velho Ferreira”, que transportava o produto; o sonho, finalmente materializado por Cláudio Ferreira da Silva, mais de meio século depois. No rótulo da chachaça, a foto do Velho Ferreira é a expressão de um produto de três gerações: de pai para filho, de filho para neto”
Eles produzem dois tipos de cachaça em embalagens de 750ml: a branca e a amarela. A primeira, envelhecida em Jequitibá. A segunda, em Carvalho.
A branca é leve e suave. Desce redondo e sem rasgar o peito. Um perigo: dá vontade de tomar mais...
A amarela é uma preciosidade, com muito aroma, decorrente do envelhecimento em carvalho, e um excelente sabor. Maravilha.
Particularmente, preferi a branca.
Portanto, meus caros, caso tenham interesse em tirar esta prova, visitem o Caminho da Roça e peçam a Velho Ferreira por lá. É satisfação garantida.
http://www.cachacavelhoferreira.com.br/home.html
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Tifuga
O Tifuga é um bar com 17 anos de história, sendo 11 no endereço atual e os demais iniciados num espaço próximo, na Andradas e perto da Ferreira Guimarães.
Segundo os donos, o endereço inicial era muito interessante dado ao intenso movimento de funcionários da extinta fábrica. Com a falência desta, surgiu a necessidade de procurar por um novo local para manterem o buteco em atividade, e partiram para Rua da Glória.
Hoje o Beto e a Regina, filha do Tifuga original, tocam o bar: um amplo espaço, com um balcão à direita, onde figuram os tira gostos da casa, e muitas mesas ao fundo, todas com visão para o principal atrativo da casa: a TV onde são transmitidos os jogos de futebol. Segundo o Beto, nestes dias a casa lota. Tem cliente que, mesmo com o jogo sendo transmitido na TV aberta, corre pro Tifuga pra assistir aos jogos junto a grande platéia que se reúne por lá. É como mostra a Brahma, em sua campanha “Bar X Casa”, enaltecendo as vantagens de se assistir a jogos de futebol no bar. Realmente é melhor!
Para acompanhar as Brahmas, o bar conta com uma estufa que, no dia da visita, continha dobradinha ao molho, pastéis de carne e lingüiça de pernil. Achei pouca opção para uma sexta feira. Mas como argumentado pelo Beto, com o frio é melhor preparar os tira gostos conforme a demanda. Ele sobe para a cozinha toda vez que precisa de reforço na estufa ou que algum cliente faz um pedido de porção.
Por lá já houve até pizza, muito boa, conforme relato de outros clientes. Algumas pessoas até passaram por lá procurando por ela, mas Beto ficou sem Pizzaiolo recentemente e desistiu de tocar esta atividade no lugar.
E assim eles vão tocando o negócio, com clientes fiéis, alguns na casa de 90 anos de idade, como pude presenciar, mantendo a tradição do buteco e honrando o fundador que deu nome ao bar, o Tifuga, cujo apelido é uma corruptela de Tio Figueiredo.
Ficou curioso? Então vá até lá no próximo sábado e prove a “feijoada sem osso”, prato especial da casa, por apenas R$15,00, e veja a rodada de sábado do Brasileirão. É diversão garantida!
Rua da Glória, 162
Tel 3061 1506
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Krismara

Falar do Krismara dá um certo receio. O tradicional bar está ali há vários anos, e eu acho que quem ainda não bebeu uma cerveja por lá há de bebê-la ainda nesta vida. Como tanta gente freqüenta ou freqüentou o lugar, me acho a pessoa menos habilitada para descrever o ponto.
Mas o dever de bom butequeiro me obriga
Lembro de lá desde quando ainda existia o Karlitos na vizinhança e quando o ProntoPizza não ocupava tantas lojas. Sempre foi o reduto de quem queria tomar aquela última cerveja da noite ou da madrugada...
Uma loja grande e com pé direito alto. À direita está o balcão e as prateleiras repletas de destilados de todos os tipos possíveis e imagináveis, no fundo está a cozinha onde são produzidos os tira gostos e salgados.
Na esquerda as mesas estão coladas nas paredes e vão até o fundo do bar, junto aos banheiros.
Há ainda uma jukebox que toca todo o tipo de música que passar pela sua cabeça. Ou pela cabeça de quem passar por lá. Apenas R$0,50 cada crédito.
Um pequena estufa, junto ao caixa, apresenta alguns tira gostos da casa, e salgados também.
Pedimos pela asa de frango. Correta, sequinha e bem temperada, servida já fatiada (ponta, meio e coxinha), veio à mesa junto com alguns queijos nozinho.
Depois me indicaram o quibe, frito na hora e sempre fresquinho.
Redondinho, crocante e recheado de requeijão. Muito gostoso. Uma boa pimenta estava à disposição de quem se aventurasse, mas com requeijão não combina. Quem sabe se houvessem quibinhos de carne moída... Cairia bem!
Texto complementar
E domingo é dia de Gugu!
Então, nesta visita dominical, fora dos meus padrões de dias de butecagem, vamos nós ao Krismara, o templo da bebericagem, ver um grande amigo retornar, em grande estilo, ao consumo alcoólico.
O perseverante Gustavo conseguiu, com MUITA força de vontade, ficar absurdos 365 dias sem ingerir sequer uma gota de álcool. Impressionante!
Então, no primeiro minuto do dia 1º de agosto de 2011, na companhia de vários camaradas e diante de uma platéia de freqüentadores do Krismara, quatro shots (whisky, conhaque, vodka e cerveja) descem em menos de 3 segundos garganta adentro. Os olhos e o corpo bambearam, mas o cara não caiu! Tudo bem que, mais tarde, rolou até abraço em cachaceiro nesta volta, mas Gustavo mostrou que nenhuma bebida derruba esse campeão facilmente! É um Anderson Silva dos butecos!
Meu ídolo! Eu não teria coragem de repetir tal façanha! (os shots, pq um ano sem beber, nem que a vaca tussa!) Valeu Gugu, bem vindo!
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Lanchonete Cascatinha

Na Avenida Paulo Japiassu Coelho, n.169, no bairro Cascatinha, exatamente ao lado da loja do Bahamas Verde, está o buteco com o maior número de tira gostos de estufa de Juiz de Fora, quissá do universo (bem, o universo é relativo...)
Na quarta feira, dia 27/08/2011, haviam por lá nada mais nada menos que 17 quitutes caprichosamente preparados e muito bem apresentados nos três (!) andares de opções da estufa.
Óbvio que não comemos todos e tampouco vou conseguir me lembrar de tudo que havia por lá, mas alguns desceram à nossa mesa e estavam perfeitos, sem qualquer objeção a sabor, aspecto, aroma, temperatura e “tal e coisa e coisa e tal”...
Jiló cozido, dobradinha, peito de boi e batatas cozidas foram nosso pedido inicial. Como falei com o amigo Erick, responsável pela indicação do local, “dois ‘legumes’ e duas carnes”, pra não parecermos carnívoros inveterados.
Servidos ao molho de tomate, adornados com cebolas e acompanhados de pão francês! Coisa linda!
Puta que o pariu. Tava boa pra caralho, diria eu, num linguajar butequeiro desprovido de finesse.
Enquanto comemos estas iguarias, observamos o ambiente: uma varanda com diversas mesas amarelas da Skol, cercados por uma mureta pintada de laranja que faz divisa com a rua. À direita ficam o balcão e as estufas. Importante mencionar que há uma estufa exclusiva para os pães. Há ainda outra estufa para os salgados. Atrás do balcão estão os freezers e uma infinidade de garrafas ornamentando as paredes.
À esquerda está o caixa, com os cigarros, balas e mais uma porção de coisas. Lá é um “buteco armazém”. Entrando na loja, atrás do caixa, figuram algumas prateleiras com produtos de todo tipo. Em frente as prateleiras fica a cozinha do lugar. Bom sinal, pois quitutes são preparados, aquecidos e sempre repostos durante todo o dia.
Na loja anexa ao bar, cujo acesso se dá pelo interior do mesmo, há um salão com mesa de sinuca e TV. Um espaço para caça níqueis e ao fundo o banheiro.
Ficamos na varanda, assistindo aos jogos de futebol numa bela TV. Vimos um pouco de Guarani/MG e Inter, pela Taça BH e ficamos com saudades de ir a Divinópolis assistir o clássico Tupi-guarani. Boas viagens estas. Achamos que na seqüência teríamos Grêmio (time do amigo Erick) e América, mas passou Botafogo e Avaí.
Com tanto futebol, a porção foi se acabando. Mas consentimos que não deveríamos sair dali sem provar do imenso pernil que figurava na vitrine e que nos deu as boas vindas ao bar tão logo chegamos lá.
Ele veio à mesa cortado grosseiramente e coberto de cebolas levemente “assustadas” no fogo na panela. Estava tenro e bem temperado, com a parte externa levemente torrada, desfiando na hora que mastigávamos os pedaços de carne.
E desta forma fomos entendendo nossa permanência na casa, sorvendo nossas Brahmas e apreciando o lugar. O jogo acabou, na seqüência vimos um bom pedaço do jogo do Santos e Flamengo e então decidimos seguir nosso caminho com a certeza de voltar, mas com o cuidado de chegar bem cedo, pra termos oportunidade de comer mais variedades dos apreciáveis tira gostos da casa.
De fato, um excelente buteco, digno de todos os elogios. Pra corroborar com esta opinião, por lá passou Mateus Casadio, bom amigo, deverás conhecedor e apreciador da baixa gastronomia. Recomendou a feijoada de sábado.
E o saudoso cartunista Belo, que lá sempre tomou suas cervejas e comeu seus acepipes, mereceu, na mureta em frente à estufa, uma placa em sua homenagem, “o cantinho do Bello”. Convenhamos, não tem como botar defeito num lugar como este.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Zé Nei

Num bairro cercado por morros, inclusive com um belo mirante num destes, está o Zé Nei.
Na praça do bairro Eldorado você notará algumas mesas, com gente bem à vontade, conversando animadamente e tomando sua cerveja gelada. No bar, relativamente pequeno, há algumas mesas pra quem não quer ficar ao ar livre.
Nas mesas alguns “potes” recheados de torresmo.
E este é o tira gosto que leva tanta gente pra lá.
Preparado já em pedaços pequenos e não em tiras, como é costume nos outros bares, ele chega quente à mesa dentro de potes de cerâmica. Você notará que eles são um pouco mais escuros, puxados para o marrom. Talvez pela forma de preparo e por serem bem carnudos.
Sua textura difere dos demais em razão de estarem crocantes por fora e tenros por dentro. Veja bem: a pele estará torrada e pururucada, mas a carne é macia.
Ele torna-se “mastigável”, não com àquela característica de extrema crocância. Desta forma o tempero e o sabor são mais sentidos durante o deguste desta iguaria.
É diferente dos demais e por isso é tão bom.
A cerveja que acompanha a porção está na temperatura ideal. Por lá há Brahma Extra, como na foto, e as demais cervejas da Ambev.
No cardápio há acompanhamentos pro torresmo, como mandioca e fritas, além de lingüiça e outros pratos típicos de MG. Lá também figuram os caldos.
Pra arrematar, tomamos uma cachaça Vale do Piranga, da Fazenda Boa Vista, bem amadeirada.
Sugiro aos que queiram visitar o buteco se limitar à meia porção do torresmo. O pote pode parecer pequeno, mas vem boa quantidade e, pelo tipo do torresmo, mais forte no sabor, será mais do que suficiente.
O bar funciona o dia todo (abre à 09h30) e achei engraçado que ele fecha de 13h30 à 15h30 e também não abre aos domingos. Sexta e sábado fecha à 01h30. Um quadro de bom tamanho na parede lembra isso aos clientes.
Num dia frio de inverno, é um lugar bacana pra curtir o dia claro, de céu azul e aproveitar o calor do sol naquela praça. No verão se torna um lugar bacana pra enxugar várias ampolas de cerveja.
Como disse, fica n praça do Bairro Eldorado, no bairro de mesmo nome. Aproveite.
Cachaça Araci

Li, recentemente, uma entrevista de um dito entendedor de cachaças, chamado Marcelo Câmara, que saiu em defesa das cachaças brancas, notadamente as de sua região, em Paraty/RJ (ele é de Angra dos Reis). O cara detona as cachaças mineiras. Pra que vocês saibam o que ele pensa, vai aqui uma pequena frase da entrevista:
"Minas não fabrica cachaça, mas cachaça envelhecida, ou melhor, geralmente envelhece mal pingas ruins. Mas há algumas, poucas, cachaças e cachaças envelhecidas mineiras, de qualidade superior. "
Bem, o que posso desejar para este cidadão é que seu fígado seja tomado por uma cirrose irreversível, ou que escorregue numa pedra em Paraty, bata a cabeça e caia no mar desacordado. À noite, de preferência.
De qualquer forma, e motivado por ter um grande amigo e VERDADEIRO entendedor de cachaças e que opta sempre pela branquinha (Enio Amaral), em minhas últimas visitas no Bar do Abílio pedi por cachaça branca e me foi oferecida a Araci.
Produzida em São João Nepomuceno há mais de 80 anos, possui uma linha de cachaça fresca, da destilação do ano e ainda cachaças envelhecidas, as amarelas. Já havia visto o rótulo desta cachaça em alguns bares, mas sempre titubiei em experimentar.
Acontece que a cachaça é muito boa! Suave no paladar, desce redondo e não queima. Acompanha muito bem os tira gostos e dá vontade de tomar mais doses.
E, nessas andanças pelos butecos, na companhia do meu irmão José Antonio, passamos pelo Futrica e nos deparamos com a Araci Safra 98: a mesma cachaça, envelhecida. Um néctar, pra dizer a verdade. Se a branca já é ótima, imaginem esta cachaça repousada em tonéis de madeira?
Pois é, esse tal de Marcelo Câmara não sabe de nada mesmo.
Para quem interessar, o Futrica vende a dose por R$4,00 e a garrafa por R$40,00
terça-feira, 7 de junho de 2011
Vista Serrana

Quer comer uma deliciosa costela e tomar uma cerveja gelada na Zona Sul sem “quebrar a firma”?
Suba a Dom Viçoso e despreze os caríssimos bares do Alto dos Passos. No final da Dom Viçoso, vire à direita e siga adiante (não titubeie e não olhe pra trás, senão você vai virar uma estátua de sal) Entre na segunda rua à direita: Onofre Mendes.
Próximo à esquina está a melhor costela da Zona Sul, o Restaurante e Pizzaria Vista Serrana, ou simplesmente “Zé Costela”.
Um bar que parece ter surgido na varanda de uma casa simples estende suas mesas pela calçada, coberta por um toldo pra proteção nos dias de sol.
Mesas de plástico dão o tom de buteco ao lugar. Sem frescuras, bom dizer.
Já dentro do bar, num salão aberto, separado da rua por uma grade, sentimos o aconchego de estarmos protegidos naquela noite friorenta e com muita ventania.
Pra começar, o serviço do lugar é muito bacana. Rapidamente fomos atendidos pelo gentil garçom. Já pedimos a costela, cerveja e vinho.
O vinho veio num belo copo, tipo caldereta, sem aquela miséria de tacinhas servidas nos bares por aí.
A cerveja, meus amigos, estava ESTUPIDAMENTE gelada, com o amado e querido “véu de noiva”, ou “mofada”, como digo. E o freezer havia sido desligado às 18 horas! (já eram umas 23h quando chegamos lá).
Não demora muito e chega a costela na pedra.
Meus caros, se você está acostumado com aquela porção do Gaúcho de São Pedro, esqueça. Aqui, pra começar, a pedra é BEM maior do que a que servem no Gaúcho, e a costela não vem empilhada sobre um monte de cebola, pra dar volume, como lá. Na porção do Vista Serrana, vem MUITA costela mesmo, e a cebola acompanha, é claro, mas por cima, como complemento somente.
E para acompanhar chegam, em quantidade generosa: arroz, vinagrete, batatas fritas, farofa e pão de alho.
Tudo MUITO gostoso e caprichado.
Estávamos em duas mesas e quase não coube tudo que nos foi servido sobre elas.
Comemos até nos fartar.
Bebemos mais algumas cervejas e, devido ao frio da recém chegada madrugada, decidimos ir embora. Felizes da vida, não por acaso.
Vou “ser obrigado” a voltar, num dia de manhã, pra verificar se a “Vista Serrana” existe, de fato. Como o bar é no Mundo Novo, certamente deve ter um bom visual pra contemplar enquanto tomamos uma cerveja gelada pra “refrescar” a garganta.
sábado, 4 de junho de 2011
Skinão e a lembrança de um sábado de carnaval.

Sexta Feira. Enquanto espero calmamente pelo horário de buscar uma peça de roupa na costureira da Michelle, vago pela Getúlio Vargas para passar o tempo. Eram 18h30 e os butecos estavam abarrotados. Dou uma olhada no Três Irmãos, que fica em frente ao Mister Shopping e penso que lá é o tal bar que mais vende cerveja em Juiz de Fora. Sigo e entro na Floriano. Dou uma conferida no Chico Cara Feia. Lá há um balcão com tamboretes, o que me agrada pra uma cerveja rápida, mas também estava lotado.
Desço um pouco mais a Floriano e lembro-me do Skinão. Num destes carnavais, num sábado pela manhã, passei por lá e descobri que o lugar era o ponto de encontro de um bloco de carnaval, denominado “Pintinho de Ouro”. Naquele dia, o bar estava lotado, mas o atendimento era bom e a estufa estava repleta de tira gosto de buteco, inclusive um pernil de fazer babar...
Como o bar é amplo, bem arejado e tem uma calçada larga com mesas nos dois sentidos da esquina, estava mais tranqüilo e pareceu o lugar ideal pra tomar uma cerveja e “render o tempo”.
Em frente ao bar há um depósito de reciclagem, e penso que o pessoal vende suas latas e papelão e passa por ali pra “tomar uma” e “esquentar o peito”, depois de um dia de árduo serviço. É realmente o que acontece por lá.
Entrando no bar sinto que paira no ar o cheiro forte de cachaça. Acomodo-me no balcão, que não tem bancos, e peço minha cerveja. Noto que a estufa está um tanto vazia, se comparada à minha visita anterior. O bar está um tanto descuidado, desorganizado até.
Descubro, pouco mais tarde, que o dono está no comando há pouco mais de sete meses.
Na estufa, em bandejas, estão postadas lingüiças finas, cortada em pequenos gomos. Mandioca frita, em grandes pedaços. Figuinho de galinha meio desmanchado, com aspecto de farofa. Dobradinha ao molho de tomate com cebolas e moela de frango.
Pela bandeja repleta, sinal de que foi preparado recentemente, opto pela dobradinha, acompanhada por uns pedaços de moela de frango, tira gosto que aprecio muito.
A cerveja poderia estar um pouco mais gelada. Sabem quando abrimos a tampa e notamos a espuma formar-se dentro do gargalo? Era isso aí.
O tira gosto estava bom. A moela bem cozida e a dobradinha saborosa. (moela é um prato matreiro, deve ser feita na pressão com paciência e atenção, senão fica dura e estraga o tira gosto).
O Luiz, dono do bar, tem mais aparência de freguês da casa do que de dono: rosto vermelho e um tanto inchado, manca como se tivesse com uma gota fincando no joelho. Boa pessoa, quando viu meu interesse pelo buteco, foi atencioso, respondeu minhas perguntas e convidou-me a retornar mais vezes.
De forma geral, é um lugar bacana pra tomar uma cerveja rápida, como eu queria. Mas como por lá há uma jukebox, e alguém insistia em colocar as músicas mais populares da face da terra, “dei meu jeito” e fui embora.
Ficou na lembrança aquela estufa repleta do sábado de carnaval. Uma pena não existir mais.
(O buteco fica na Floriano Peixoto, esquina com Hipólito Caron.)
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Bar Rainha


Quinta feira braba! Ainda sob o efeito da ressaca da péssima Bavária que foi a companhia da noite anterior pra assistir ao jogo do Vasco na TV e deixou minha cabeça do tamanho de Júpiter, termino o expediente e saio com o “salvo conduto” expedido por Michelle, que foi enviada a BH com a intenção de trazer-me uma garrafa de Providência.
Sem muitas idéias do que fazer, salvo levar a Maroca pra passear na rua, vou me deixando ir para o centro, e logo me vejo entrando na Rua São João, pós Batista, em frente um dos butecos que mais vendem cerveja em JF (Sério! Dizem que só um bar na Getúlio Vargas vende maior quantidade): Estou no Rainha!
Súdito que sou, me lembro de várias visitas com a galera da Tribo Carijó, torcida que tenho a honra de ter participado da fundação. Muitos pré jogos e até confraternizações com torcidas visitantes aconteceram ali. Até reuniões importantes de organização tiveram o Rainha como ponto de encontro.
(Lembro da Red Bugre pendurada nas marquises colocando suas bandeiras numa sexta feira de carnaval, a bateria dava o tom da data festiva, mas era SÓ mais uma jogo. Depois só me lembro da chuva no estádio. Uma salve pros amigos de Divinópolis!)
Mas vamos falar do Rainha: eu quase não acreditei quando o Rui, comandante do balcão, me disse que são apenas dez anos de bar. Acho que ele está enganado. O Rainha parece ter sempre existido. Tem cara de buteco tradicional tanto pela localização quanto pela clientela cativa. Cerveja SEMPRE gelada, bom atendimento e tira gostos espalhados numa estufa que também serve de balcão.
E por lá estavam o sempre presente torresmo, ladeado pela lingüiça e batatas, o pernil estava chamativo, e o meu preferido, o figuinho de galinha, chamava pelo meu nome, em coro com a dobradinha ao molho.
Entro no bar, que a esta hora já esticava suas mesas pela calçada, e me acomodo no balcão de ardósia, Logo acima, um enorme espelho ajuda a distribuir a luminosidade e no aumento da dimensão do espaço. Ao fundo, uma TV sempre transmite um esporte, normalmente futebol, mas hoje era uma partida de vôlei, salvo engano, da famigerada Cuba contra a enjoada Itália.
O fundo do bar lembra um pub por conta do teto, pois lá há uma sobreloja que deve ser o estoque. Ao fundo estão os banheiros, junto às caixas de cerveja e aos freezers. Coisa boa foi terem acabado com as maquininhas de aposta que lotavam aquele ambiente ao fundo. O fundo do bar casou bem com os freezers e deixou o corredor de acesso ao bar mais claro e arejado. As mesas de madeira, quase negra, ficaram bacanas demais.
Coloco-me ao fundo do balcão, perto da minúscula cozinha e peço minha cerveja, uma Jurubeba pra ajudar o estômago baleado pela noite anterior, e meia dúzia de figuinho de galinha, acebolado.
Maravilha.
Sinceramente, figuinho melhor do que esse só o da mamãe mesmo. Coisa fina. Tempero e temperatura corretos. Textura e sabor inigualáveis. Iguaria divina, senhores.
Como disse, a dobradinha também chamava pelo meu nome, e logo chegou ao balcão. Sinceramente, estava saborosa e com pedaços “fiapentos”, daqueles que insistem em agarrar entre os dentes. Para quem não gosta, desculpe-me pelos detalhes, mas é assim que deve ser. Pena que passaram ela pelas microondas, coisa lamentável que já disse detestar. Nem precisava, mas...
Neste ínterim, por lá passaram conhecidos, gente que tomava uma cachaça e ia embora, ou mesmo só uma lata de cerveja. Converso algumas palavras com o Rui e me despeço. A ele conto que o blog está num período de visitação, cujas fases chamamos inicialmente de “etapas”, mas que agora penso que devem ser rebatizadas para “ciclos”, porque bares como este deve ser sempre revisitado, para nosso próprio bem.
Não se esqueça. Lá tem o melhor pão com carne de Juiz de Fora. E se estiver cheio, há ainda o Rei e a Princesa, filiais do querido Rainha. E por aí vem o Príncipe. Se fosse algo ruim, não abria “franquias”. Tenho dito.
São João, quase esquina com Batista. Funciona das 08h até o último cliente, “desde que ele não seja chato”.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Beber em casa, uma verdadeira arte! By Rodrigo Amaral
Estou aqui em casa pensando no que posso compartilhar com os leitores desse cara que é meu quase ídolo na bebida (entende tudo, mas ainda num acompanha meu pai na cachaça, rs).
Então falarei sobre a única coisa que eu ainda não li nesse blog, beber em casa!
Isso pra mim é uma arte, pois geralmente você acaba sozinho. O que pode ser bom, mas geralmente é ruim. Portanto tratarei de trilha sonora pra se beber em casa. E pra você que pensa que é fácil, bem eu penso o contrário. Tudo depende do que você quer beber. Só falarei de rock pois é o único estilo q eu conheço, samba eu deixo com o Airton que sabe infinitas vezes mais que eu!
Mas voltando, se quiser beber em casa uma cervejinha pra acalmar o fds eu nem sugiro um rock não, procure algo mais suave como Clube da Esquina. Sempre ótimo com cerveja. Se tiver companhia feminina, abra um vinho! É ótimo!
Maaas, essa não é minha alçada, meu negócio é muito álcool e mais decibéis ainda na cabeça!
Quer beber cerveja até cair, mas sem sair de casa? Daria muitas dicas, mas fique com o rock progressivo do Supertramp, o animado som do Creedence (banda perfeita na minha opinião), ou algo do estilo, mas sempre mais calmo. Quer beber algo mais forte, uma cachaça?, sugiro uma volta às nossas tradições, um rock rural com Sá, Rodrix e Guarabyra! Se a pedida é uma vodca não existe nada mais animado que o Deep Purple, Black Sabbath, algo mais pesado que acompanhe sua onda. Mas se você tem bala na agulha e bebe um uísque, lhes apresento as melhores bandas pra se ouvir sozinho em casa. Fazem parte do movimento sulista do rock americano. São aquelas que te empolgam mas te “ninam”, como seu intuito é beber sem sair de casa elas se tornam perfeitas, mas elas funcionam muito bem quando você as leva pra fora também, inclusive num churrasco não costumam ser recusadas. Lynyrd Skynyrd e Allman Brothers Band representam o melhor do rock do Sul dos Eua e combinados com um Jack Daniels costumam ser tiro e queda.
Bom, eu como um bom brasileiro, prefiro a cachaça! Mas misturio tudo ouvindo Led Zeppelin. Nunca fui um “bom” bebedor! Sempre misturo tudo. Mas essas dicas de música são baseadas em 2 anos de pesquisa sobre preferências de bêbados! Hehehehe
AH Raul seixas também entra mas foi ignorado porquê todos citaram na minha pesquisa informal!
Então falarei sobre a única coisa que eu ainda não li nesse blog, beber em casa!
Isso pra mim é uma arte, pois geralmente você acaba sozinho. O que pode ser bom, mas geralmente é ruim. Portanto tratarei de trilha sonora pra se beber em casa. E pra você que pensa que é fácil, bem eu penso o contrário. Tudo depende do que você quer beber. Só falarei de rock pois é o único estilo q eu conheço, samba eu deixo com o Airton que sabe infinitas vezes mais que eu!
Mas voltando, se quiser beber em casa uma cervejinha pra acalmar o fds eu nem sugiro um rock não, procure algo mais suave como Clube da Esquina. Sempre ótimo com cerveja. Se tiver companhia feminina, abra um vinho! É ótimo!
Maaas, essa não é minha alçada, meu negócio é muito álcool e mais decibéis ainda na cabeça!
Quer beber cerveja até cair, mas sem sair de casa? Daria muitas dicas, mas fique com o rock progressivo do Supertramp, o animado som do Creedence (banda perfeita na minha opinião), ou algo do estilo, mas sempre mais calmo. Quer beber algo mais forte, uma cachaça?, sugiro uma volta às nossas tradições, um rock rural com Sá, Rodrix e Guarabyra! Se a pedida é uma vodca não existe nada mais animado que o Deep Purple, Black Sabbath, algo mais pesado que acompanhe sua onda. Mas se você tem bala na agulha e bebe um uísque, lhes apresento as melhores bandas pra se ouvir sozinho em casa. Fazem parte do movimento sulista do rock americano. São aquelas que te empolgam mas te “ninam”, como seu intuito é beber sem sair de casa elas se tornam perfeitas, mas elas funcionam muito bem quando você as leva pra fora também, inclusive num churrasco não costumam ser recusadas. Lynyrd Skynyrd e Allman Brothers Band representam o melhor do rock do Sul dos Eua e combinados com um Jack Daniels costumam ser tiro e queda.
Bom, eu como um bom brasileiro, prefiro a cachaça! Mas misturio tudo ouvindo Led Zeppelin. Nunca fui um “bom” bebedor! Sempre misturo tudo. Mas essas dicas de música são baseadas em 2 anos de pesquisa sobre preferências de bêbados! Hehehehe
AH Raul seixas também entra mas foi ignorado porquê todos citaram na minha pesquisa informal!
Primor

Já do outro lado do Rio Paraibuna, fomos ao Primor. Bar antigo, já foi reduto da torcida Galoucura de Juiz de Fora, que lá se reunia pra ver os jogos do Clube Atlético Mineiro.
Ao lado de alguns salões de forró, parece que tem tudo pra ser um buteco, literalmente.
Mas também não é. Serve almoço self service com preço fixo. Tem uma bela cozinha industrial. Mas na estufa, basicamente salgados. Um torresmo de tira estava fazendo figuração por lá, e diz o dono, Eduardo, que às vezes eles também colocam frango assado como tira gosto. É pouco, principalmente se eu lhes contar que aquele torresmo frio, borrachento e grudento se manteve na minha memória estomacal pelo resto do dia. Sorte nossa que levamos minha fiel e inseparável vira-latas, a Maroca, que curte um bom osso de costela ou mesmo aquele péssimo torresmo, pra variar sua ração. Não se queixem comigo sobre o hábito de dar este tipo de coisa pra minha cadelinha: ela é criada na base de Pedigree e é muito bem cuidada.
Uma coisa que achei engraçada: o cara me serviu o torresmo com um quarto de limão, novamente dividido em quatro partes. Fiquei imaginando como deve ser a caipirinha daquele lugar. Devem usar pó de refresco.
Converso com o dono, na verdade, filho do dono do bar, que está dentro de um “aquário”, o caixa do bar. Sentado não: prostrado. E assim me atendeu, sem dar muita importância a nossa visita. Sugeriu que falássemos com seu pai, mas como eram poucas as perguntas, ele foi nos respondendo desinteressadamente, enquanto recebia o pagamento dos clientes pelo almoço.
Por lá há uma chapa, e o que eles servem à noite, como tira gosto, são espetinhos de carne. Há uma fritadeira, mas destina-se somente a salgados, pelo que entendemos.
Como não há nota a dar, fomos embora após pagar nossa cerveja e “derrubar” os torresmos pra Maroca. Estomago de cachorro é foda, pensei comigo naquele momento.
O bar fica na Rio Branco, n.º 840 e funciona das 07h as 12h
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Mercearia Souza Faria

Seu João morreu, o que é triste. Mas o que nos conforta é que o Marcelo, seu filho, optou por dar seqüência ao buteco, mantendo uma tradição que tem mais de 50 anos.
Segundo ele, seu avô, Orestes, foi um dos fundadores do Pró-Copão, que teria iniciado como uma barbearia e depois tornou-se uma mercearia e bar. E seu pai seguiu a tradição da família de tocar butecos e mercearias, depois de passar pelo ramo têxtil.
Esta tradição que se apresenta neste buteco com o piso xadrez, baleiro de vidro e balcão com suas velhas marcas do tempo. Prateleiras que justificam o nome de mercearia, pois guardam os mais diversos tipos de produtos, embora em menor escala do que já foi no passado. Alguma coisa por lá remete ao time do Botafogo, time do saudoso João e do Marcelo, mas há menos quadros e pôsteres do que já houve por ali.
As mesas de madeira combinaram muito bem com o lugar. Idéia do Marcelo. Ele também alimenta a intenção de reformar o lugar, depois de resolvidos os inventários. Pedi a ele que, ao menos, mantenha as características de buteco. Parece que ele concordou. Mas o nome vai mudar, infelizmente.
Junto ao balcão há dois freezeres horizontais, um serve de anexo pro balcão e o outro está abarrotado de cerveja. Os tira gostos são os comuns, preparados na casa do Marcelo e pra lá levados pela esposa do mesmo. Não há cozinha no buteco.
Na parede há uma TV, Mas ela foi desligada naquele dia e substituída por um bom rock setentista. E foi nesse clima de buteco, com boa música tocando, que deixamos o endereço e seguimos pela Rio Branco pensando: ah se nós tivéssemos um bar assim...
O bar se localiza na Av. Rio Branco, n.º 300 e funciona das 08h30 às 21h.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Caminho da Roça
Todo buteco diz que prepara o melhor torresmo do mundo. Pode ser o Bigode, o Zé Nei ou o Totonho.
Eu acho que o melhor, pelo menos da cidade, é o do Caminho da Roça.
Um pequeno (no sentido literal mesmo) buteco na Rua Espírito Santo, pouco depois da esquina com a Independência.
Duas portas de aço, O local conta hoje com uns 40 lugares, depois que foi ampliado. Um balcão tipo “bunker” no fundo da loja. À direita, duas cabines de banheiro, feitas com pedra de ardósia.
Mesas de madeira escura para quatro pessoas e uma mesa redonda que deve caber umas 8. Já na rua, duas bancadas pra tomar cerveja em pé.
Paredes com prateleiras exibindo casas de João de Barro, rádios antigos e pequenos barris de cachaça. Na parte de cima da porta, uma canga de carro de boi.
No pequeno balcão há uma estufa com o famoso torresmo.
Pedi minha porção e uma Brahma.
Cortado grosseiramente, ele tem uma pele fina e crocante, pouca gordura e generosa porção de carne. É um torresmo de tira, mas lembra o torresmo de ponta do Bigode.
O bar está vazio, o que é bom. O frio espantou a freguesia.
Tomo mais umas Brahmas e peço outra iguaria característica do lugar: a batata em conserva. Chama a atenção de quem chega os enormes potes de vidro, cheios de batatas, mini-pepinos (picles, pros Mac-maníacos) e queijo bolinha.
A batata custa apenas um real a unidade. Vem com casca. A acidez desta batatinha “aperta” a boca no final da mastigação e chama, imediatamente, um bom gole de cerveja gelada.
Combinou com o torresmo e desceu muitíssimo bem.
Como a passagem pelo buteco era rápida, paguei a conta e fui embora, curioso por saber o motivo pelo qual o dono abdicou do convite do Comida di Buteco. Ele não estava lá, para responder esta pergunta. Pelo menos terei mais um motivo para retornar e perguntar-lhe sobre isso (e comer outro torresmo, tomar outra cerveja, comer mais algumas batatinhas...)
terça-feira, 17 de maio de 2011
Butecos da Avenida Rio Branco - Etapa 1

Nada como uma boa ladeira pra gente pegar o embalo necessário para esta tarefa.
Na contramão da Caminhada Alcoológica, evento tradicional do inverno juizforano, vamos começar a mapear os butecos da Avenida Rio Branco a partir da Garganta do Dilermando, que leva este nome em homenagem ao nosso ex prefeito Dilermando Martins da Costa Cruz Filho.
Nesta primeira etapa, iremos visitar os seguinte butecos:
Buteco da Esquina e Bar Flores, ambos na esquina da RB com Alves Jr;
Mercearia Souza Faria, esquina da RB com Tenente Barroso;
Ribran, esquina da RB com Américo Lobo;
Del, Point Bar e Vavá, na praça do Manoel Honório;
Primor, na esquina da RB com Agassis;
Churrasco do Boi, no Mergulhão.
O encontro vai ser no Buteco da Esquina, às 09h30m do sábado, dia 21/05/2011.
Creio que uma boa conversa com o dono do bar, enquanto a gente toma algumas cervejas e experimenta um tira gosto da casa, será suficiente para obtermos as informações necessárias para elaborarmos um texto sobre o lugar:
Localização, ambiente, marcas de cerveja, tira gostos da casa e contatos.
Acho que é o necessário para este pretensioso “guia” de bares da Rio Branco.
O evento é aberto à todos. Compareça e contribua com sua companhia e opinião. Importante salientar que não temos patrocinadores. Portanto, todo o gasto será de responsabilidade do consumidor. Lembrem-se que são nove butecos!
Espero que, lá pelas 14 horas estejamos alegres e bêbados, cheios de histórias pra contar sobre esta verdadeira aventura. Que nossos fígados sejam fortes e agüentem a pressão!
Até lá.
Créditos Foto: Blog Maria do Resguardo - Fotos antigas de Juiz de Fora
domingo, 1 de maio de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Avenida Rio Branco e seus butecos
Imagina só: Você percorrer a Rio Branco e conhecer TODOS os butecos que estão nesta avenida.
Não é tarefa fácil.
Mas o Creme do Pão Doce vai ajudar vocês a conhecerem este universo de bares.
Em maio começa a aventura, fotografada e noticiada aqui mesmo.
Não quer ficar só lendo? Quer participar? Mantenha-se ligado nas atualizações do blog. Em breve sai a agenda inicial desta empreitada.
Nossa Senhora do Fígado Saudável que nos proteja!
terça-feira, 26 de abril de 2011
Bar do Chico

Olegário Maciel, esquina com a rua Espírito Santo, quase pendurado no morro do Imperador. Aliás, o paredão de pedra é uma das atrações do lugar nesta tarde ensolarada de sábado.
No som, ouvimos um bom rock dos anos 70. Poucos clientes naquele horário: os butequeiros do lugar; uma turma acocorada na mureta, do lado de fora mas sempre próxima ao balcão; um casal e nós, sentados, ansiosos e com uma fome de lascar.
Pedimos, de uma vez, a Língua Recheada e uma porção de Peito de Boi, já que chouriço não havia por lá.
Já devidamente abastecidos de cerveja, aguardamos a chegada do prato, que não demora muito. Os petiscos já estão prontos, na estufa do lugar, e são aquecidos na chapa e servidos na pedra, que chega fumegando na mesa.
Acompanhada de batatas cozidas e molho de tomate, pimentão, cebola e alho, lá está a língua, recheada de bacon. O aroma é de matar!
O sabor é delicioso. A língua, cuja textura de carne não apresenta similares, está tenra e desmancha na boca, sem nenhum trabalho.
Bem temperada, está muito bem acompanhada: As batatas estão bem cozidas, provavelmente, no mesmo molho em que foram servidas. Macias, na medida certa.
Minha esposa, que não é afeita a este tipo de carne, escolhe pedaços cujo visual não remeta a visão da língua, e também come o petisco. Meu irmão, Zé Antonio, nem fala muito, está mastigando o tempo todo. Só parou de comer para elogiar o sabor.
E é isso: é o autêntico tira gosto de buteco. Não há o que tirar nem por. Só nos resta aproveitar esta bela e farta porção.
Só ela seria suficiente para matar a fome dos três presentes à mesa. Mas ainda temos pela frente o peito de boi. Pedimos um pãozinho francês pra acompanhar as porções, pra que não deixássemos pra trás nem sombra do molho em que a carne estava mergulhada.
Saímos de lá, já calibrados com umas 7 cervejas e uma cachacinha (pra lavar a boca), com a sensação de que nos tornamos clientes do Bar do Chico, que terá nossa visita por mais vezes, de agora em diante. Que assim seja.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Estamos perdendo
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Bar da Fábrica, Juiz de Fora

Se é uma fábrica, está produzindo algo, assim espero.
Partimos pro bar, assim que soubemos que o Mamão estaria cantando seus sambas por lá, acompanhado de um grupo de Choro. To na Lapa de JF, pensei comigo.
Entrada de 15 pratas, Ok! Chegamos cedo e a casa estava vazia. O grupo de choro já se apresentava.
As mesas do térreo que estavam livres são muito próximas uma das outras. Sou sujeito espaçoso, e descartei ficar sentado ao lado de gente desconhecida, mesmo que estivéssemos ali pelo mesmo motivo... Pedimos então para irmos ao mezanino. O garçom informou que só abririam o segundo andar quando as mesas de baixo estivessem cheias. Aff!
Diante de nossas caras de insatisfação, e após eu me lembrar do nome da filha do dono do bar, o garçom abriu o mezanino, e rapidamente ele ficou cheio.
Borá beber e ouvir boa música.
Beber: Pedi um balde de cerveja e ele chegou cheio de long neck.Como um bar pode trabalhar só com long neck? Que porra é essa? Isso é coisa de boate, de danceteria, de rave ou sei lá o que mais. Mas BAR tem que ter cerveja em garrafa 600ml. Mas entendi, pelo preço que estavam cobrando, o lucro era MUITO maior empurrando aquelas cervejinhas nos clientes, só isso explica. Pelo menos estavam geladas, e disso não posso reclamar.
Beber 2: Cachaças – Pedi uma Canarinha, que há tempos quero experimentar e constava na carta da casa. O garçom rodou, foi no bar do mezanino, desce pro bar do primeiro andar e voltou informando que não tinha. Chato. Mas vamos pedir outra cachaça então! Havana/Anísio Santiago: Lá vai o garçom de novo, e.... Nada. Também não tinha...
Deve ser azar. Um dos convivas de nossa mesa estava tomando um antibiótico, e, mesmo diante de nossa insistência em que ela bebesse e jogasse o tratamento médico no lixo, ela decidiu-se por uma cerveja sem álcool, só pra enganar o fígado. Kronembier, tava na lista de cervejas do cardápio. Você acha que a cerveja existia no freezer do bar? Óbvio que não!
Então vamos comer: Porção de torresmo. Já falei pro meu irmão Zé que esse negócio de comer torresmo em lugar diferente do Bigode não dá certo. Veio à mesa uma cumbuquinha com torresminho em tiras finas, pele crocante até, mas bastante "encharcado" e só contendo pele e gordura. Eu te avisei, Zé!
Pede-se, então, iscas de Frango com catupiry, creio eu. Não vi o nome correto do prato no cardápio, mas era com isso que parecia. Nova cumbuquinha, que creio ser formatada pra consumo individual, dado o tamanho das porções apresentadas até àquele momento. Um pão fatiado acompanhava. Não era nem pãozinho fresco, nem uma torrada. Estava mais para “pão de hoje de manhã guardado em saco de papel que fica meio duro no final da noite”.
"Vamo que vamo".
Nada saciava a fome, pois tudo era diminuto. E eu que elogiei os preços das porções quando vi o menu. Pensei: cerveja cara mas porções convidativas. Ledo engano.
Pedimos pastéis. Porra! Pastel não tem jeito de ser algo servido de forma minimalista. Perguntei ainda pra garçonete: É aquele pastel tradicional, meia lua, certo? Sim foi a resposta.
Morram. Deste nós tiramos até foto. A risada comeu solta na mesa (só a risada comeu naquela mesa). Quando a cumbuquinha pousou na nossa frente, ninguém se conteve. “Afrancesaram” o pastel! Conseguiram um tamanho inferior ao de risoles de festa de criança.
Como disse, a foto ilustra o post, para vocês verem o que digo.
Decidimos ir embora e nossa continha ficou nuns 250 reaus. Como disse, caro demais pra um boteco. Caro demais para um bar com samba.
Minha modesta opinião, é claro.
Não vale a pena.
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