terça-feira, 22 de setembro de 2009

Erros, erros, erros...


Pô, errar logo na capa é foda...

Não entendi nada disso aí: Seria "Mistério"? rs rs rs

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Erros, erros e erros...


Ué? Ou é lotérica ou é loteria, né não, né não, né não???

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Minha falecida árvore de estimação

Alí, na margem direita do caudaloso rio Paraibuna, havia uma pequena árvore.
Muita gente nunca deve tê-la notado. Ficava debruçada sobre o rio, perto do bairro Santa Terezinha, pouco antes da ponte da rua Rui Barbosa.
Era solitária, naquele local. Mais à frente existiam árvores muito maiores do que ela, enormes, que lançavam seus galhos sobre a avenida Brasil e também sobre o rio.
Mas ela ficava um pouco antes, meio escondida pela barranca do rio.
Chamava-me a atenção por ter nascido e sobrevivido numa posição esquisita. Não estava nem totalmente na beira do rio nem tampouco na margem de cima, onde fica a calçada. Ficava ali, no meio do barranco, um tanto torta, é verdade, mas firme.
O que me fez prestar atenção nesta pequena árvore foi o fato de suas folhas e galhos se lançaram para o rio, muitas vezes tocando as águas.
Por esta característica, me valia dela para medir a cheia no verão. Sempre que chovia muito, eu passava por ela para ver até que altura a água havia alcançado seus galhos. Daí, sabia se havia chovido muito ou pouco, em relação a outras cheias.
Me intrigava as folhas submersas. Não morriam. Surgiam sujas quando as águas baixavam, tomadas de barro.
Aí que eu me surpreendia: Vocês nem imaginam o quanto de sujeira que ficava agarrada nos galhos. Sacolas, fios, madeira, galhos de outras árvores. Uma zona danada. Demorava muito tempo praquilo secar e soltar da árvore. Graças ao vento, ela tornava a se limpar destes hospedeiros indesejados.
E ali ficava, como sempre, esperando nova chuva e cheia. Ela não dava frutos, somente umas flores pequenas e brancas. Não acho que ninguém mais se importava com ela.
Passaram-se os anos e surgiu o projeto de uma ponte, próximo ao local onde ficava a minha árvore. Temi por ela. Mas nada houve: a ponte, cuja estrutura era lançada, aérea, ficou alguns metros antes dela, sem atingi-la.
Mudei para um bairro cujo trajeto de saída me fazia usar esta mesma ponte, e continuei a acompanhar as cheias do rio através dos galhos da árvore, num ângulo diferente agora.
Mas o progresso trouxe problemas. Creio eu que, com cada vez mais asfalto e concreto cobrindo a terra, as cheias ficaram cada vez maiores e perigosas. As águas não transbordavam, mas desciam as curvas do rio de forma vigorosa. Minha árvore morava numa destas curvas.
A tragédia foi anunciada.
Mais à frente do local onde ficava a árvore, a barranca caiu pela força das águas. A prefeitura tratou de reforçar a lateral do rio com uma parede de pedras.
Mas veio outra chuvarada, e desta vez não houve perdão. As águas tombaram a árvore, arrancaram o barranco onde ela ficava, colocaram suas raízes à mostra e carregaram-na para dentro do rio.
Nunca havia visto uma cheia como aquela. Era muita água. A ponte nova quase foi submersa pela água.
Minha árvore não tinha mais salvação...
Passada a cheia, alguém, talvez os bombeiros, foram até lá e podaram o que restou dela.
Perdi minha referência e minha única “amiga” do reino vegetal. (Mentira! Eu tenho uma “flor de maio” em casa)
Nada fiz por ela, mas ela me serviu por muito tempo, mesmo à distância.
Às vezes passo por lá e lanço o olhar para o local onde ela cresceu e morreu. Quando o rio baixa, no inverno, vejo um pedaço de tronco junto às pedras, mais à frente. Creio que seja um pedaço dela, mas não tenho certeza.
Tenho vontade de plantar uma árvore na beira do rio, mas creio que o serviço de capina ou a draga a mate antes de crescer.
Um dia planto uma árvore, mas vou ter que achar um local mais protegido, pra deixá-la crescer em paz, e purificar um pouco de ar pra que eu possa respirar melhor...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Bebi !

Sei lá quantos tipos de bebidas já tomei, mas creio que sejam muitas, mas não todas. Isso, necessariamente, não quer dizer que ainda vá me aventurar neste meio etílico, mas creio que seria interessante listar essas bebidinhas aqui, pra me lembrar o motivo pelo qual meu fígado me detesta:

Cerveja
Cachaça
Whisky
Vinho
Saint Remy
Malibu
Campari
Conhaque
Tekila
Fernet
Gin
Vodka
Steinheger
Curaçau
Run
Champagne
Prosseco
Catuaba
Sidra
Jurubeba
Arak


Faltam alguns, que vou me lembrar depois, mas vejo que ainda não tomei saque, grappa, campari e otras cositas mais.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Eu gosto de maritacas!

Não sei se é porque se parecem com papagaios, ou porque são verdinhas e voam aos pares. São animais que, por enquanto, estão adaptadas ao caos urbano. Não são chatas e numerosas como os pombos e os pardais, embora tenha visto muito menos pardais do que antigamente, na verdade, quase nenhum (e pensar que em todo lugar tinha um passarinho destes. Devem estar em extinção.)

Enfim, gosto de maritacas. Não sei nada sobre elas, só me parecem monogâmicas, pois voam aos pares, e fazem um barulho danado, sempre. Dizem que, domesticada, aprendem a falar. Disso não tenho certeza.

Certo dia, vi um casal delas em pleno São Mateus! Achei um barato. Fiquei acompanhando seu vôo até onde pude! Que diabos faziam ali?

Na adolescência, sempre as via nos paredões do bairro em que morava. Faziam ninhos nas reentrâncias das rochas de uma antiga pedreira.

Como podem ver, sempre tive estes pássaros por perto, mesmo sem saber ou querer.

Me casei, mudei de bairro e sabem quem morava perto de mim? Maritacas! O legal é que, nos jardins do meu condomínio, existem coqueiros nos quais elas se alimentam dos frutos. São coquinhos verdinhos, provavelmente fazem parte da dieta destes bichinhos bagunceiros. Comem e se fartam destes frutos, no pé mesmo.

Hoje, de manhã, saí pro trabalho com minha esposa. Ela ficou admirada com a quantidade de maritacas que voaram deste coqueiro assim que passamos por ele. Eu mesmo não havia visto tantas. Uma zona danada, e aqueles pássaros verdes voando pra todo lado.

Mas o ser humano é um bicho filho da puta e desgraçado.

Cheguei em casa, agora à noite, e podaram o coqueiro. Há uma escada apoiada na árvore. Os cachos, repletos de coquinho, estão no chão, jogados no que agora é um monte de lixo.
O alimento dos bichinhos está destruído. Tenho certeza que isto é obra de alguém que achava os gritos das maritacas inoportunos, ou que se incomodava com a sujeira ocasionada pelos coquinhos que caiam na calçada.

Normal por aqui. O condomínio ERA todo arborizado e cheio de cercas vivas, hoje não temos árvores e os muros são de concreto. Tudo para economizar na folha de pagamento do pessoal que cuidava da jardinagem... Se você vier aqui, só verá mato nascendo por detrás do muro. Por enquanto, pois, se depender desta gente, asfaltam e concretam tudo.

Estou puto. Pode ser besteira, mas estou puto. Esta gente que aqui mora agüenta barulho de duas vias de acesso à cidade, 24 horas por dia, com caminhões, carros, ônibus o tempo todo. Ambulâncias, com a sirene ligada passam aqui toda hora. E temos um salão de festas que funciona até a madrugada logo em frente. E FORAM IMPLICAR COM AS POBRES MARITACAS.

Digo, de novo: o ser humano é um bicho filho da puta e desgraçado.

Amanhã vou colar uma mensagem no tronco da árvore, não sei o que direi, mas será um resumo, em poucas palavras, desta situação: Barulho pode à vontade, de maritaca: não!

Vai tomar no cu! Não você leitor, mas os síndicos e moradores desta merda de lugar, que NÃO me terão como vizinho por muito tempo.

Tomara que a natureza um dia se vingue desta gente. Se eu fosse maritaca, cagava na cabeça de todo mundo!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Esquisitices que passam pela minha cabeça...

Já ouvi falar de um doce de chouriço. Sangue de porco que, após o preparo, vira uma pasta enegrecida e doce. Numa rápida olhada no Google, achei algo à respeito. Parece que é feito no interior do Nordeste.
Você comeria algo assim? Não creio. A maioria das pessoas nem gosta do chouriço tradicional, salgado. Quem vai se atrever a comer uma doce à base de sangue???

Outra: Pensando nisto, estou imaginando receitas esquisitas, e a primeira que vou criar será a de "torresmo doce". Espero que vire sucesso e que eu ganhe muito dinheiro. Eu não comeria de jeito nenhum, mas aposto que se colocar numa embalagem bonita muita gente compra.

Abç!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Bar do Galdino: Um desprazer!

Detesto falar mal de buteco. Sou um cara que considera e reconsidera várias coisas, situações e momentos antes de fazer uma crítica. Mas tem hora que “é foda!”. Não dá pra perdoar...

Fui, durante a semana, no Bar do Galdino, em seu novo endereço, na Avenida dos Andradas. Trata-se de um bar tradicional na cidade, cujo dono é conhecido como o “Rei do Mexidão”.

Conheço o bar a partir do endereço da Padre Café. Já tinha fama de um bom local e eu sempre quis comer o famoso mexidão. Como não era caminho e nem próximo de casa, fui deixando isso pra depois, até que ele mudou-se para o “círculo” de bares do São Mateus, um amontoado de esquinas que sempre foram points de restaurantes de nossa cidade. O Bar virou Restaurante. Lá experimentei pela primeira vez o mexido: Excelente, era verdade!
Mas como o lugar era restaurante, deixei logo de lado, meu negócio é buteco!

Passado o tempo, notei que abriu, na Andradas, numa esquina, um bar de nome "Galdino, o Rei do Mexido". Ora, só pode haver um Galdino! (Highlander! rs) Procurei saber e me falaram que o Sr. Galdino, mesmo antes de ter o bar da Padre Café, trabalhava naquelas imediações, salvo engano em uma barraquinha de rua, e cresceu a partir dali.

Não sei o que houve com o bar do São Mateus, se foi vendido, se fechou ou outra coisa, mas já fiquei com vontade de ir ao novo endereço desde que soube de sua localização.

Ensaiei a ida algumas vezes, mas por fim, fui esta semana, como disse no início do texto.

O lugar tem cara de buteco mesmo, porções, caldos, sanduíches, prato feito (até elaborados!) e o famoso mexidão em quatro variações. Só falta a estufa de tira gosto, mas há um balcão que até bolo tem, no estilo "pau pra toda obra"...

Pedi uma cerveja e a minha esposa uma limonada. Cerveja Itaipava gelada e uma limonada bem feitinha, com gelo, como devem ser. Já achei esquisito o garçom ter que ir ao balcão saber se tinha limonada na casa, mas tudo bem, podia ser um novato e coisa e tal e tal e coisa.

Estranhei o preço do mexido. Nada de mais, uns R$9,00. Mas com o acréscimo de queijo, subiu para quase 12 pratas. É o queijo mais caro que já vi na vida, quatro fatias de mussarela apenas. Eu acho que todo mexido deve ter queijo na receita básica. É componente imprescindível.

Minha esposa pediu um caldo. O garçom foi confirmar na cozinha quais tinham: Vaca atolada, feijão, canjiquinha e caldo verde. Optamos pela vaca. Apenas 5 conto, como diz meu sobrinho Davi.

Chegou o mexido, servido na pedra e com suas quatro fatias de queijo camembert ou roquefort (mentira, era mussarela de bandeja de supermercado mesmo).

Padrão! Tudo que deve ter um mexido. Mas comecei a achar estranha a demora do caldo. Ora, meus caros! O caldo já fica pronto na panela, não é feito na hora. Tire uma porção da panela e meta-o microondas que fica pronto em 3 minutos.

Nada de chegar o caldo e eu já ia pra metade do mexido. Perguntei ao garçon e ele disse que estava sendo preparado.

Já constrangido por terminar meu prato antes de chegar o de minha esposa, mesmo fazendo firula pra comê-lo e insistindo pra que ela partilhasse o prato comigo, chega à minha mesa outro garçon dizendo que não há vaca atolada no bar, que ocorreu um engano.

Porra, puta que o pariu. Saí pra jantar com minha esposa, ela chegando de viagem, e ouço essa merda depois de meia hora, depois do garçom já ter ido a cozinha confirmar se tinha o prato anteriormente!

Descasquei o garçom. Detesto fazer isso, eles normalmente não tem culpa, mas ele foi o “para raio” da vez.

Fiquei puto e até a minha esposa estranhou minha atitude. Tô cansado de ser feito de bobo, porra! Falassem pra mim antes que eu optaria por um outro mexido ou outro prato. Engambelaram-me e acham que tudo ficaria por isto mesmo. Falei ao garçon que não volto lá nunca mais.

Fui pagar a conta direto no balcão: O cara nem sabia o que cobrar! Tinha vinho e espeto na minha conta, inicialmente, depois apareceu o caldo, que nem o cheiro tinha sentido, depois me cobraram um mexido duplo, quando o prato foi simples. PQP! Descasquei o cara que tava no caixa, que parecia ser o gestor daquela putaria. O tal Galdino estava escondido atrás de uma estufa de salgados, e de lá não saiu, nem pra se desculpar.

Escutei um pedido de desculpas, entre os dentes, do caixa, que ouviu, novamente, que perdeu um cliente naquele momento, que eu não voltaria mais ali.

Um motoboy do bar, ao lado, ainda falou comigo que TINHA CALDO SIM, que ele mesmo havia colocado no freezer, mas que o cozinheiro não havia tido interesse em procurar o produto.

Basta!

Meus caros, se vocês quiserem passar raiva, serem mal atendidos, comerem um mexido meia boca e ficarem no vácuo com qualquer outro pedido, podem ir ao bar do Galdino!


Mexido pra mim, agora, só no Bar do Boi, ou um tropeiro com picanha no Bodega do Tropeiro, que custa a mesma coisa e onde somos atendidos dignamente.

Esperei dois dias depois do fato pra escrever este texto, pra não ser traído pelo nervosismo de hora. Não passou a raiva, e nem vai passar.