segunda-feira, 30 de maio de 2011

Beber em casa, uma verdadeira arte! By Rodrigo Amaral

Estou aqui em casa pensando no que posso compartilhar com os leitores desse cara que é meu quase ídolo na bebida (entende tudo, mas ainda num acompanha meu pai na cachaça, rs).
Então falarei sobre a única coisa que eu ainda não li nesse blog, beber em casa!
Isso pra mim é uma arte, pois geralmente você acaba sozinho. O que pode ser bom, mas geralmente é ruim. Portanto tratarei de trilha sonora pra se beber em casa. E pra você que pensa que é fácil, bem eu penso o contrário. Tudo depende do que você quer beber. Só falarei de rock pois é o único estilo q eu conheço, samba eu deixo com o Airton que sabe infinitas vezes mais que eu!
Mas voltando, se quiser beber em casa uma cervejinha pra acalmar o fds eu nem sugiro um rock não, procure algo mais suave como Clube da Esquina. Sempre ótimo com cerveja. Se tiver companhia feminina, abra um vinho! É ótimo!
Maaas, essa não é minha alçada, meu negócio é muito álcool e mais decibéis ainda na cabeça!
Quer beber cerveja até cair, mas sem sair de casa? Daria muitas dicas, mas fique com o rock progressivo do Supertramp, o animado som do Creedence (banda perfeita na minha opinião), ou algo do estilo, mas sempre mais calmo. Quer beber algo mais forte, uma cachaça?, sugiro uma volta às nossas tradições, um rock rural com Sá, Rodrix e Guarabyra! Se a pedida é uma vodca não existe nada mais animado que o Deep Purple, Black Sabbath, algo mais pesado que acompanhe sua onda. Mas se você tem bala na agulha e bebe um uísque, lhes apresento as melhores bandas pra se ouvir sozinho em casa. Fazem parte do movimento sulista do rock americano. São aquelas que te empolgam mas te “ninam”, como seu intuito é beber sem sair de casa elas se tornam perfeitas, mas elas funcionam muito bem quando você as leva pra fora também, inclusive num churrasco não costumam ser recusadas. Lynyrd Skynyrd e Allman Brothers Band representam o melhor do rock do Sul dos Eua e combinados com um Jack Daniels costumam ser tiro e queda.
Bom, eu como um bom brasileiro, prefiro a cachaça! Mas misturio tudo ouvindo Led Zeppelin. Nunca fui um “bom” bebedor! Sempre misturo tudo. Mas essas dicas de música são baseadas em 2 anos de pesquisa sobre preferências de bêbados! Hehehehe
AH Raul seixas também entra mas foi ignorado porquê todos citaram na minha pesquisa informal!

Churrasco do Boi



Já no mergulhão, paramos num trailer, escolhido para fechar o dia de butecagem.
O Churrasco do Boi oferece churrasco, obviamente, mas preparado na chapa. Carnes de todo tipo, além de caldos e outras porções.
Fiquei curioso, porque no trailer só há um grande chapa e uma fritadeira. Fui informado que eles contam com uma cozinha, que fica anexa ao posto Salgado.
Fiquei mais satisfeito ainda por saber que eles voltaram a fazer o bom mexido que me levou a parar algumas vezes por lá, à noite, para jantar.
O lugar é bacana, amplo, com estacionamento grande ao lado, porém, como nos disse o atencioso Willian, eles enfrentam problemas com vendedores de carros que ocupam as vagas por todo o dia, atrapalhando o movimento do bar.
Outro movimento que chama a atenção é o do trem de ferro, que passa ao lado, e interrompe qualquer conversa quando a máquina chega apitando. Achei bacana.
Como disse, o William foi deveras atencioso, e dele recebemos a indicação de um file com fritas e pão de alho. Como já estávamos com fome, mandamos ver. Feito na chapa e servido na pedra, chegou a nossa mesa, primeiro, o pão de alho e logo após a carne com batatas.
Não era algo que primava pelo “sabor inigualável”, mas estava saboroso e servido numa porção generosa. Comemos, os quatro, fartamente.
Felizes por terminar o dia daquela forma, só ficamos pendentes de voltar lá e tomarmos a “Pinga do Seu Neném” que, infelizmente, havia acabado naquele dia. Curioso mesmo é que esse trailer foi o único bar que nos ofereceu uma pinga da casa, fora dos padrões de cachaças industrializadas que existem por aí.
Voltaremos, pois.
O bar fica na Rio Branco, próximo ao Mergulhão e funciona de Se a Sex de 16h às 12 h e Sab de 10h até o último freguês. Dom de 16h até 01h.

Primor



Já do outro lado do Rio Paraibuna, fomos ao Primor. Bar antigo, já foi reduto da torcida Galoucura de Juiz de Fora, que lá se reunia pra ver os jogos do Clube Atlético Mineiro.
Ao lado de alguns salões de forró, parece que tem tudo pra ser um buteco, literalmente.
Mas também não é. Serve almoço self service com preço fixo. Tem uma bela cozinha industrial. Mas na estufa, basicamente salgados. Um torresmo de tira estava fazendo figuração por lá, e diz o dono, Eduardo, que às vezes eles também colocam frango assado como tira gosto. É pouco, principalmente se eu lhes contar que aquele torresmo frio, borrachento e grudento se manteve na minha memória estomacal pelo resto do dia. Sorte nossa que levamos minha fiel e inseparável vira-latas, a Maroca, que curte um bom osso de costela ou mesmo aquele péssimo torresmo, pra variar sua ração. Não se queixem comigo sobre o hábito de dar este tipo de coisa pra minha cadelinha: ela é criada na base de Pedigree e é muito bem cuidada.
Uma coisa que achei engraçada: o cara me serviu o torresmo com um quarto de limão, novamente dividido em quatro partes. Fiquei imaginando como deve ser a caipirinha daquele lugar. Devem usar pó de refresco.
Converso com o dono, na verdade, filho do dono do bar, que está dentro de um “aquário”, o caixa do bar. Sentado não: prostrado. E assim me atendeu, sem dar muita importância a nossa visita. Sugeriu que falássemos com seu pai, mas como eram poucas as perguntas, ele foi nos respondendo desinteressadamente, enquanto recebia o pagamento dos clientes pelo almoço.
Por lá há uma chapa, e o que eles servem à noite, como tira gosto, são espetinhos de carne. Há uma fritadeira, mas destina-se somente a salgados, pelo que entendemos.
Como não há nota a dar, fomos embora após pagar nossa cerveja e “derrubar” os torresmos pra Maroca. Estomago de cachorro é foda, pensei comigo naquele momento.
O bar fica na Rio Branco, n.º 840 e funciona das 07h as 12h

Point Bar



Atravessamos novamente a Rio Branco, em direção ao lado par da avenida. Em frente ao Del está o Point Bar, que antes se chamava Noturnos. Há pouco mais de 3 anos o Éderson, de Senador Firmino, está tocando o bar com seus sócios. Com as mesas na calçada e um bom toldo pra proteger nas noites de frio ou chuva, o lugar não pode ser classificado como buteco: é um bar e restaurante. Tem até uma estufa de salgados e um cardápio com porções, além de caldos e mexidos. Mas não é um lugar para se butecar. Como disse o Rodrigo, pode ser um lugar pra tomar uma cerveja num dia de sol, olhando o movimento, ou mesmo levar uma namorada pra jantar. Mas não tem cara nem jeito de buteco.
Aliás, a única coisa que remete a buteco por lá é um belo quadro de São Jorge na parede.
Mas é só, e por isso não ficamos muito e preferimos seguir nossa busca pelo buteco perfeito.
O bar fica na Rio Branco, Pc Alfredo Lage – Manoel Honório. Funciona das 11h até as 01h

Del



Del, o 24 horas que só abre lá pelo meio dia.
O Del está na praça Alfredo Lage. No passada, funcionava 24 horas. NO sábado da visita, só abriu ao meio dia. Sozinho, o Manoel, responsável pelo buteco, nos explicou que arrendou o bar há três meses, e que deve fechar o mesmo pra reforma em breve. Precisa mesmo. O lugar está muito detonado e feio. Já teve dias de glória, funcionando ininterruptamente, ficava lotado madrugada afora. Hoje, um toldo caindo ainda tem a inscrição 24 horas, e o lugar está, na maioria das vezes, vazio.
Numa estufa, em cima do balcão, só há salgados. Um vasto cardápio apresenta porções, sanduíches e outras comidas e bebidas. Uma coisa que me chamou a atenção no cardápio foi um sub item em bebidas, denominado “Traçado”. São as tradicionais misturas de bebidas, mas que eu nunca havia visto exemplificadas numa cardápio de bar.
O buteco coloca suas mesas na praça, em frente a banca de jornal. Por ali você vê o movimento da Governador Valadares e da Rio Branco, as crianças brincando na praça, um tanto suja e mal cuidada. À noite, lá vira reduto dos adolescentes da região.
Sem atrativos, ficamos esperando um pouco mais pela chegada de mais duas convivas desta caminhada de sábado.
Não havia muito o que fazer por lá, só queríamos seguir adiante e ver se algum outro buteco poderia nos surpreender naquele dia.
Sorte ao Manoel, que ele consiga reerguer o lugar e voltar a ter sua casa cheia e alegre.
O bar fica na Rio Branco, Pc Alfredo Lage – Manoel Honório. Funciona das 12h até o último cliente.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Ribran Lanches



Continuando nossa árdua tarefa, atravessamos a Rio Branco pro lado ímpar, sentido Centro/Manoel Honório.
Na esquina da Rio Branco com a Américo Lobo está o Ribran. Bar com 40 anos de idade e que deve ter muita história pra contar.
Eu sempre quis parar por ali. Dá pra ver da rua uma grande estufa de vidro, daquelas incorporadas ao balcão, em que se toma a cerveja sobre o vidro onde ficam os tira gostos. Pequenas banquetas fixas são a opção de assento. É, particularmente, minha opção preferida: ficar sentado no balcão, conversando com o dono do bar e vendo o serviço dos clientes acontecendo. O balcão corre por todo o bar, e há banquetas dos dois lados, sendo o atendimento realizado por uma única pessoa, que circula pelo meio do bar. Ao fundo há uma cozinha, preparando refeições, tira gostos e salgados.
Sob a nossa cerveja, já aberta, há porções de dobradinha ao molho, costelinha, lingüiça, fígado de galinha, uma solitária fatia de pizza, almôndegas, batatas cozidas e bifes de frango acebolado. Ao lado, há uma estufa com salgados.
Até aqui, pelo que vocês leram, parece tudo bom e normal.
Não é a realidade. Eu julgo que o melhor cartão de visita de um buteco é o bom atendimento, o que não ocorreu conosco.
Ao nos apresentarmos o atendente logo virou as costas e falou que era melhor voltar outra hora e conversar com o seu irmão, Geraldo.
Com cara de poucos amigos e um pano de prato pendurado no ombro, o atendente deixou-nos “no vácuo” e foi tratar de outras coisas, sem que nem ao menos tivéssemos tempo de explicar-lhe que queríamos tomar uma cerveja e comer um tira gosto, e que as poucas perguntas poderiam ser respondidas por ele mesmo.
Este senhor chama-se Geraldino, e diz ser irmão do Geraldo, que responde pelo bar.
Pedimos a cerveja, quase tendo que gritar para tanto. Servidos, nos olhamos e pensamos: puta merda, vai ser foda tentar ser isento a partir de agora.
Brincamos com um fornecedor de cerveja do buteco que por lá estava, perguntando se o Geraldino sempre era assim, mal humorado. Ele consentiu, aos risos.
A cozinheira deixa a cozinha e vai até a estufa, onde estávamos. Dá uma olhada nos tira gostos. Pergunto, simpaticamente, se estava tudo bem e se teríamos algum outro tira gosto saindo da cozinha. Sou novamente ignorado.
Quase não acredito naquilo. Parece que o atendimento nada simpático e característica da casa.
Pra coroar toda essa lambança, pedimos uma batata cozida com molho pra tirar o gosto e ver se pelo menos o tempero da casa seria bom.
O Geraldino escolhe duas batatas e, para nossa surpresa, enfia as mesmas num microondas pra esquentar.
Meus caros, como diz aquela máxima já comum nas redes sociais: quer me foder, me beija! Tira gosto que vai pro microondas antes de ser servido de cu é rola.
Acabou por ali. Estávamos pilhados e aquele último ato foi de lascar. Pedimos a conta e corremos do lugar, certamente, pra nunca mais voltar.
Se você quiser tentar a sorte, o bar fica na Avenida Rio Branco, n.º 469 e funciona das 05h30 até as 23h

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Mercearia Souza Faria



Seu João morreu, o que é triste. Mas o que nos conforta é que o Marcelo, seu filho, optou por dar seqüência ao buteco, mantendo uma tradição que tem mais de 50 anos.
Segundo ele, seu avô, Orestes, foi um dos fundadores do Pró-Copão, que teria iniciado como uma barbearia e depois tornou-se uma mercearia e bar. E seu pai seguiu a tradição da família de tocar butecos e mercearias, depois de passar pelo ramo têxtil.
Esta tradição que se apresenta neste buteco com o piso xadrez, baleiro de vidro e balcão com suas velhas marcas do tempo. Prateleiras que justificam o nome de mercearia, pois guardam os mais diversos tipos de produtos, embora em menor escala do que já foi no passado. Alguma coisa por lá remete ao time do Botafogo, time do saudoso João e do Marcelo, mas há menos quadros e pôsteres do que já houve por ali.
As mesas de madeira combinaram muito bem com o lugar. Idéia do Marcelo. Ele também alimenta a intenção de reformar o lugar, depois de resolvidos os inventários. Pedi a ele que, ao menos, mantenha as características de buteco. Parece que ele concordou. Mas o nome vai mudar, infelizmente.
Junto ao balcão há dois freezeres horizontais, um serve de anexo pro balcão e o outro está abarrotado de cerveja. Os tira gostos são os comuns, preparados na casa do Marcelo e pra lá levados pela esposa do mesmo. Não há cozinha no buteco.
Na parede há uma TV, Mas ela foi desligada naquele dia e substituída por um bom rock setentista. E foi nesse clima de buteco, com boa música tocando, que deixamos o endereço e seguimos pela Rio Branco pensando: ah se nós tivéssemos um bar assim...
O bar se localiza na Av. Rio Branco, n.º 300 e funciona das 08h30 às 21h.