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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Butecos da Avenida Rio Branco – Etapa 2: Largo do Riachuelo



Seguindo a Rio Branco, após o Mergulhão, chega-se a um dos locais mais antigos de Juiz de Fora (e repleto de butecos!)
O Largo do Riachuelo! Nascido a partir da chegada à cidade da Cia União Indústria, em meados dos anos 50, foi chamado, inclusive, Praça da União. Hoje, este pedaço da Avenida do Andradas que corre paralelo a Rio Branco está repleto de comércio. E pra lá iremos nós, em breve, visitar seus butecos, aproveitando o início da Andradas e seguindo até a Floriano Peixoto.
Na seqüência, muito provavelmente, teremos que fazer um “atalho” pra manter a rotina do Blog.
Explico: Na Rio Branco, entre a Floriano Peixoto e a longínqua Oswaldo Aranha simplesmente não existem butecos. Desta forma, ponderamos que será mais interessante percorrer a Getúlio Vargas até seu final e subir a Independência retornando para a Rio Branco, seguindo nossa árdua tarefa de visitar os butecos e trazendo bastante assunto para vocês, nobres leitores. Mas isso é conversa pra Terceira Etapa. Por enquanto, vamos ao Largo!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Primor



Já do outro lado do Rio Paraibuna, fomos ao Primor. Bar antigo, já foi reduto da torcida Galoucura de Juiz de Fora, que lá se reunia pra ver os jogos do Clube Atlético Mineiro.
Ao lado de alguns salões de forró, parece que tem tudo pra ser um buteco, literalmente.
Mas também não é. Serve almoço self service com preço fixo. Tem uma bela cozinha industrial. Mas na estufa, basicamente salgados. Um torresmo de tira estava fazendo figuração por lá, e diz o dono, Eduardo, que às vezes eles também colocam frango assado como tira gosto. É pouco, principalmente se eu lhes contar que aquele torresmo frio, borrachento e grudento se manteve na minha memória estomacal pelo resto do dia. Sorte nossa que levamos minha fiel e inseparável vira-latas, a Maroca, que curte um bom osso de costela ou mesmo aquele péssimo torresmo, pra variar sua ração. Não se queixem comigo sobre o hábito de dar este tipo de coisa pra minha cadelinha: ela é criada na base de Pedigree e é muito bem cuidada.
Uma coisa que achei engraçada: o cara me serviu o torresmo com um quarto de limão, novamente dividido em quatro partes. Fiquei imaginando como deve ser a caipirinha daquele lugar. Devem usar pó de refresco.
Converso com o dono, na verdade, filho do dono do bar, que está dentro de um “aquário”, o caixa do bar. Sentado não: prostrado. E assim me atendeu, sem dar muita importância a nossa visita. Sugeriu que falássemos com seu pai, mas como eram poucas as perguntas, ele foi nos respondendo desinteressadamente, enquanto recebia o pagamento dos clientes pelo almoço.
Por lá há uma chapa, e o que eles servem à noite, como tira gosto, são espetinhos de carne. Há uma fritadeira, mas destina-se somente a salgados, pelo que entendemos.
Como não há nota a dar, fomos embora após pagar nossa cerveja e “derrubar” os torresmos pra Maroca. Estomago de cachorro é foda, pensei comigo naquele momento.
O bar fica na Rio Branco, n.º 840 e funciona das 07h as 12h

Point Bar



Atravessamos novamente a Rio Branco, em direção ao lado par da avenida. Em frente ao Del está o Point Bar, que antes se chamava Noturnos. Há pouco mais de 3 anos o Éderson, de Senador Firmino, está tocando o bar com seus sócios. Com as mesas na calçada e um bom toldo pra proteger nas noites de frio ou chuva, o lugar não pode ser classificado como buteco: é um bar e restaurante. Tem até uma estufa de salgados e um cardápio com porções, além de caldos e mexidos. Mas não é um lugar para se butecar. Como disse o Rodrigo, pode ser um lugar pra tomar uma cerveja num dia de sol, olhando o movimento, ou mesmo levar uma namorada pra jantar. Mas não tem cara nem jeito de buteco.
Aliás, a única coisa que remete a buteco por lá é um belo quadro de São Jorge na parede.
Mas é só, e por isso não ficamos muito e preferimos seguir nossa busca pelo buteco perfeito.
O bar fica na Rio Branco, Pc Alfredo Lage – Manoel Honório. Funciona das 11h até as 01h

Del



Del, o 24 horas que só abre lá pelo meio dia.
O Del está na praça Alfredo Lage. No passada, funcionava 24 horas. NO sábado da visita, só abriu ao meio dia. Sozinho, o Manoel, responsável pelo buteco, nos explicou que arrendou o bar há três meses, e que deve fechar o mesmo pra reforma em breve. Precisa mesmo. O lugar está muito detonado e feio. Já teve dias de glória, funcionando ininterruptamente, ficava lotado madrugada afora. Hoje, um toldo caindo ainda tem a inscrição 24 horas, e o lugar está, na maioria das vezes, vazio.
Numa estufa, em cima do balcão, só há salgados. Um vasto cardápio apresenta porções, sanduíches e outras comidas e bebidas. Uma coisa que me chamou a atenção no cardápio foi um sub item em bebidas, denominado “Traçado”. São as tradicionais misturas de bebidas, mas que eu nunca havia visto exemplificadas numa cardápio de bar.
O buteco coloca suas mesas na praça, em frente a banca de jornal. Por ali você vê o movimento da Governador Valadares e da Rio Branco, as crianças brincando na praça, um tanto suja e mal cuidada. À noite, lá vira reduto dos adolescentes da região.
Sem atrativos, ficamos esperando um pouco mais pela chegada de mais duas convivas desta caminhada de sábado.
Não havia muito o que fazer por lá, só queríamos seguir adiante e ver se algum outro buteco poderia nos surpreender naquele dia.
Sorte ao Manoel, que ele consiga reerguer o lugar e voltar a ter sua casa cheia e alegre.
O bar fica na Rio Branco, Pc Alfredo Lage – Manoel Honório. Funciona das 12h até o último cliente.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Ribran Lanches



Continuando nossa árdua tarefa, atravessamos a Rio Branco pro lado ímpar, sentido Centro/Manoel Honório.
Na esquina da Rio Branco com a Américo Lobo está o Ribran. Bar com 40 anos de idade e que deve ter muita história pra contar.
Eu sempre quis parar por ali. Dá pra ver da rua uma grande estufa de vidro, daquelas incorporadas ao balcão, em que se toma a cerveja sobre o vidro onde ficam os tira gostos. Pequenas banquetas fixas são a opção de assento. É, particularmente, minha opção preferida: ficar sentado no balcão, conversando com o dono do bar e vendo o serviço dos clientes acontecendo. O balcão corre por todo o bar, e há banquetas dos dois lados, sendo o atendimento realizado por uma única pessoa, que circula pelo meio do bar. Ao fundo há uma cozinha, preparando refeições, tira gostos e salgados.
Sob a nossa cerveja, já aberta, há porções de dobradinha ao molho, costelinha, lingüiça, fígado de galinha, uma solitária fatia de pizza, almôndegas, batatas cozidas e bifes de frango acebolado. Ao lado, há uma estufa com salgados.
Até aqui, pelo que vocês leram, parece tudo bom e normal.
Não é a realidade. Eu julgo que o melhor cartão de visita de um buteco é o bom atendimento, o que não ocorreu conosco.
Ao nos apresentarmos o atendente logo virou as costas e falou que era melhor voltar outra hora e conversar com o seu irmão, Geraldo.
Com cara de poucos amigos e um pano de prato pendurado no ombro, o atendente deixou-nos “no vácuo” e foi tratar de outras coisas, sem que nem ao menos tivéssemos tempo de explicar-lhe que queríamos tomar uma cerveja e comer um tira gosto, e que as poucas perguntas poderiam ser respondidas por ele mesmo.
Este senhor chama-se Geraldino, e diz ser irmão do Geraldo, que responde pelo bar.
Pedimos a cerveja, quase tendo que gritar para tanto. Servidos, nos olhamos e pensamos: puta merda, vai ser foda tentar ser isento a partir de agora.
Brincamos com um fornecedor de cerveja do buteco que por lá estava, perguntando se o Geraldino sempre era assim, mal humorado. Ele consentiu, aos risos.
A cozinheira deixa a cozinha e vai até a estufa, onde estávamos. Dá uma olhada nos tira gostos. Pergunto, simpaticamente, se estava tudo bem e se teríamos algum outro tira gosto saindo da cozinha. Sou novamente ignorado.
Quase não acredito naquilo. Parece que o atendimento nada simpático e característica da casa.
Pra coroar toda essa lambança, pedimos uma batata cozida com molho pra tirar o gosto e ver se pelo menos o tempero da casa seria bom.
O Geraldino escolhe duas batatas e, para nossa surpresa, enfia as mesmas num microondas pra esquentar.
Meus caros, como diz aquela máxima já comum nas redes sociais: quer me foder, me beija! Tira gosto que vai pro microondas antes de ser servido de cu é rola.
Acabou por ali. Estávamos pilhados e aquele último ato foi de lascar. Pedimos a conta e corremos do lugar, certamente, pra nunca mais voltar.
Se você quiser tentar a sorte, o bar fica na Avenida Rio Branco, n.º 469 e funciona das 05h30 até as 23h