terça-feira, 27 de setembro de 2011

Osmar, o dono do bar



Gostou, tem mais aqui: http://vidaeobrademimmesmo.blogspot.com/

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Santa Hora - 11º JF Sabor




Butecagem “Gourmet”, pode isso, Arnaldo?

SabadÃO, cervejÃO, falta de opçÃO de butecÃO...
Vamos nós pro Santa Hora, bar bacana em Santa Terezinha, sempre cheio de gente bonita. Está longe de ser um buteco: não tem balcão nem estufa de tira-gostos, e você é gentilmente atendido por garçons. Eu costumo dizer que é o bar mais “Alto dos Passos” fora do quadrante da Zona Sul que conheço. Inclusive nos preços.
Conseguimos uma boa mesa, do lado de fora, graças à chegada mais cedo de nossa amiga Aline, responsável pela idéia da visita ao bar, com a intenção de comer o prato do JF Sabor, festival promovido pela Abrasel JF, que está em sua 11ª edição... Já curti mais o evento. No início, bares tradicionais, como o Pro-Copão serviam porções generosas por 15 pratas. Hoje, os pratos custam, em média, 50 pratas, e tem coisa tão refinada que dá até asco de comer. Até ouro tinha num macarrão ano passado. (Mamma Roma prato “Xica da Silva”)
Enquanto aguardamos a presença de mais uma conviva (que por fim não apareceu), vimos a casa encher, e numa mesa “reservada”, exatamente ao nosso lado, sentam-se algumas pessoas. O gerente dá uma descompostura no garçom, na frente de todos, pois os que ali se sentaram não eram os que haviam reservado o lugar... Troço chato e desnecessário.
Mas vamos seguir a conversa. A cerveja Brahma chegou estupidamente gelada, como deve ser: espuma congelando, do jeito que eu gosto.
Pedimos duas porções de pastel de angu. Aliás, a carta da casa tem um espaço especial (adoro escrever “espaço especial”) para comidinhas de buteco. Optamos pelo recheio de camarão e outro de queijo. Além destas, havia mais uma opção no cardápio: o recheio de carne. Pastel de angu é coisa linda de Deus. Se vocês, um dia, acharem o recheado de gorgonzola, podem pedir sem medo: é bom demais!
Após alguma espera, chegaram 20 unidades de pastel. Mas o camarão veio com requeijão (ou catupiry, sei lá!). Não era exatamente o que esperávamos, e nem o que constava no cardápio. Não estava ruim, mas o requeijão era mais presente, em sabor e quantidade, do que o camarão. Como disse a Aline, maldita mania de colocar catupiry em tudo quanto é comida desta cidade.
Mais tarde questionei o gerente, o mesmo da “descompostura”, sobre a “surpresa” do recheio. Ele se justificou, dizendo que recebem o produto embalado e o erro partiu do produtor. Ofereceu outra porção, recusada, é claro. Pra que outra porção de requeijão com camarão, se já havíamos reclamado da primeira?
Vamos então pra outra mesa, dentro da casa, pois o vento na rua já esfriava nossos ânimos naquele momento.
Chegou, agora, o prato concorrente do concurso: o Santo Sentido. “Filé mignon marinado em mel com molho agridoce picante, arroz cítrico e batatinhas cabelo de anjo”
Mel, agridoce, picante, cítrico. Eita, tem coisa demais aí prum degustador de comidas de buteco, mas vamos lá.
A diaba da carne tava boa demais. Cortava-se com uma colher de tão macia. O molho da carne nem estava tão picante, nem tão agridoce, nem melado, pra quem torceu o nariz pro mel. Realmente boa. Uma única ressalva, feita pela amiga Aline: o bife, um tanto grosso, não deixou o sabor entrar no seu recheio. E file mignon sem tempero não tem sabor de nada, convenhamos.
O arroz cítrico: feito com lima, amarelinho e de grãos duros e gordinhos, parecidos com arroz parborizado. Lembra aquele arroz especial, que vem em embalagens prontas em supermercado, tipo risoto. Dispensável a presença dos gomos de lima. Tinham tantos que a Michelle quase pediu uma vodka pra fazer uma caipirinha.
As batatas cabelos de anjo eram semelhantes a batatinhas palha, porém, mais finas e leves. Quando misturadas ao molho da carne ficavam deliciosas.
Julgamos que poderiam ser substituídas por outro acompanhamento, como um legume ou um purêzinho especial. Combinaria mais.
E foi isto.
A porção serve duas pessoas e custa R$34,90, preço razoável num festival com pratos de até R$78,00...
Pra quem se animar, o Santa Hora fica em Santa Terezinha, na Rua Santa Terezinha, n.º 11.
Abraços.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Em BH: Bar do Paulista, por Erick Alves



Batendo um bom papo (em um buteco, lógico!) com o grande amigo Airton, que sempre nos proporciona excelentes postagens nesse blog, comentei que iria passar uma semana na bela capital mineira: Belo Horizonte, também conhecida como a Cidade dos Butecos.
Sem hesitar, ele me passou a “dura” missão: visitar alguns botecos, ampliando o leque de opções botequeiras de nosso blog.
Chegando a BH, logo me decepcionei: próximo ao hotel que ficaria hospedado fui procurando recintos para tomar aquela cerveja gelada juntamente com um belo tira-gosto. Não encontrei nenhum, pois o hotel fica isolado, numa área mais nobre da cidade, próxima ao Belvedere.
Passou-se segunda, terça, quarta (dia de futebol e nada!). Já tava começando a me preocupar! Eis que, na quinta feira, os colegas de trabalho marcaram uma bebida (aleluia!). BAR DO PAULISTA. O nome, ao pé da letra, é “Restaurante e Cervejaria Paulista”.
Ao chegar à Rua Úrsula Paulino, nº 2160 no Bairro Betânia, logo fiquei com certo receio do local. Numa rua com pouca iluminação, por um pequeno portão entramos pelo estacionamento próprio do bar; escuro, já estava imaginando que não seria uma boa pedida. Subindo alguns degraus, adentramos ao amplo salão com dezenas de mesas e logo aquela primeira impressão foi-se embora.
Um belo local, muito amplo, com mesas e cadeiras em madeira, pé direito alto com boa ventilação, vários garçons e muitos banheiros, para evitar aquela fila que, todos sabem bem, não é nada agradável.
Encontramos alguns amigos que já haviam chegado e logo me serviram um copo americano com uma Brahma bem gelada. A sugestão do dia era o “Rodízio de Caldos” que, por “simbólicos” R$8,90, você pode se fartar de tanto tomar caldo. Com fome, foi o que fiz: Comecei pela vaca-atolada, que não era “madioca-atolada”. Tinha carne mesmo! Ótimo começo. Em seguida, optei pela canjiquinha com costelinha, que “também” tinha costelinha! Excelente, ótimo tempero e na temperatura ideal! Uma pequena “dose” de feijão amigo, que também estava ótimo e pra encerrar o Caldo Paulista, que tem guardado em segredo seus ingredientes, tal qual o do Boi Na Curva de JF. É um caldo de coloração abóbora, com frango desfiado. Uma delícia!
Por falta de espaço, não consegui experimentar todos. Faltaram alguns, inclusive a dobradinha. Uma pena!
Em todos os caldos, você pode servir-se em sua cumbuca, à vontade, com acompanhamentos como cebolinha verde, torresmo de pele e pão de sal.
Ah, e como bons mineiros, não poderia faltar uma boa cachaça: optamos pela Germana, cuja qualidade é indiscutível, como todos sabem!
Fomos embora, satisfeitos e bem servidos. E melhor, sem doer muito no bolso.
Quem estiver pela capital mineira, vale a pena visitar o Paulista.
Não é um boteco de balcão, como nós gostamos, mas é um bar muito aconchegante para ir com amigos, com a família, namorada, esposa, ... , enfim! Vale a pena!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011



Estatísticas do blog!
Na verdade, o único número que interessa ao butequeiro é a graduação alcoólica do que se ingere! Mas vamos ao número de acessos do blog:
3.111 butequeiros brasileiros passaram por aqui e tomaram uma cachaça;
385 estadunidenses queriam tomar uma Budweiser e acabaram passando pelo Blog;
69 alemães vieram até aqui saber qual será o Chopp da Festa Alemã de JF;
29 portugueses, todos donos de padaria, procuraram por receita de creme de pão doce;
19 russos queriam saber se nos nossos butecos vende-se vodka;
9 visitantes do Reino Unido visitaram o site, acho que todos eram o @saulopadilha com saudade de JF;
4 espanhois queriam tomar uma sangria;
4 israelenses (?) passaram por aqui e não gastaram nada;
4 japoneses queriam saber se valia a pena comprar a Schin;
4 turcos vieram aqui espionar os israelenses e descobriram que o Baalbek tem a melhor esfiha de JF.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Lugares bacanas para se abrir um buteco


Se um dia o blog deixasse de ser virtual e abrisse as portas, eu ia querer este ponto pra trabalhar. Não é um lugar bacana?
Fica pertinho do Granbery. Os cursos noturnos iriam encher a casa, hehehe!

Velho Ferreira



Os amigos sabem que curto uma boa cachaça, principalmente se ela estiver acompanhando um bom tira gosto num buteco.
A minha predileta, nos últimos tempos, é a Velho Ferreira, de Prados/MG
O Léo, do Caminho da Roça, “achou” esta cachaça num fornecedor e desde então ela é a principal no seu bar. É tão boa que ele diz não saber se ela vende muito ou se é ele que está bebendo demais atrás do balcão.
Taí uma pouco da história:
“Cachaça totalmente artesanal, a Velho Ferreira é produzida em Vitoriano Veloso, lugarejo de Minas Gerais, conhecido pelo apelido de “Bichinho”
Oficialmente fundada em 14/04/1997, o alambique da Velho Ferreira já destilava no ano de 1999, 518 litros de cachaça buscando realizar-se no dia-a-dia, o sonho nascido com Vicente Ferreira Rodrigues, entre 1930 a 1947, distribuidor da região; o sonho sustentado por seu filho, Antonio Ferreira Neto, o “Velho Ferreira”, que transportava o produto; o sonho, finalmente materializado por Cláudio Ferreira da Silva, mais de meio século depois. No rótulo da chachaça, a foto do Velho Ferreira é a expressão de um produto de três gerações: de pai para filho, de filho para neto”


Eles produzem dois tipos de cachaça em embalagens de 750ml: a branca e a amarela. A primeira, envelhecida em Jequitibá. A segunda, em Carvalho.
A branca é leve e suave. Desce redondo e sem rasgar o peito. Um perigo: dá vontade de tomar mais...
A amarela é uma preciosidade, com muito aroma, decorrente do envelhecimento em carvalho, e um excelente sabor. Maravilha.
Particularmente, preferi a branca.
Portanto, meus caros, caso tenham interesse em tirar esta prova, visitem o Caminho da Roça e peçam a Velho Ferreira por lá. É satisfação garantida.

http://www.cachacavelhoferreira.com.br/home.html

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Tifuga



O Tifuga é um bar com 17 anos de história, sendo 11 no endereço atual e os demais iniciados num espaço próximo, na Andradas e perto da Ferreira Guimarães.
Segundo os donos, o endereço inicial era muito interessante dado ao intenso movimento de funcionários da extinta fábrica. Com a falência desta, surgiu a necessidade de procurar por um novo local para manterem o buteco em atividade, e partiram para Rua da Glória.
Hoje o Beto e a Regina, filha do Tifuga original, tocam o bar: um amplo espaço, com um balcão à direita, onde figuram os tira gostos da casa, e muitas mesas ao fundo, todas com visão para o principal atrativo da casa: a TV onde são transmitidos os jogos de futebol. Segundo o Beto, nestes dias a casa lota. Tem cliente que, mesmo com o jogo sendo transmitido na TV aberta, corre pro Tifuga pra assistir aos jogos junto a grande platéia que se reúne por lá. É como mostra a Brahma, em sua campanha “Bar X Casa”, enaltecendo as vantagens de se assistir a jogos de futebol no bar. Realmente é melhor!
Para acompanhar as Brahmas, o bar conta com uma estufa que, no dia da visita, continha dobradinha ao molho, pastéis de carne e lingüiça de pernil. Achei pouca opção para uma sexta feira. Mas como argumentado pelo Beto, com o frio é melhor preparar os tira gostos conforme a demanda. Ele sobe para a cozinha toda vez que precisa de reforço na estufa ou que algum cliente faz um pedido de porção.
Por lá já houve até pizza, muito boa, conforme relato de outros clientes. Algumas pessoas até passaram por lá procurando por ela, mas Beto ficou sem Pizzaiolo recentemente e desistiu de tocar esta atividade no lugar.
E assim eles vão tocando o negócio, com clientes fiéis, alguns na casa de 90 anos de idade, como pude presenciar, mantendo a tradição do buteco e honrando o fundador que deu nome ao bar, o Tifuga, cujo apelido é uma corruptela de Tio Figueiredo.
Ficou curioso? Então vá até lá no próximo sábado e prove a “feijoada sem osso”, prato especial da casa, por apenas R$15,00, e veja a rodada de sábado do Brasileirão. É diversão garantida!
Rua da Glória, 162
Tel 3061 1506