Pensar é “de grátis”, desta forma, pululam idéias nesta caixa craniana vazia. Seguindo a linha gourmet, iniciada pelo delicioso torresmo doce, surgiu agora uma nova receita, interessante, sugestiva, apetitosa, tentadora e saborosa: Algodão Doce Salgado.
Ora, se pessoas “normais” comem pão-doce com manteiga/margarina salgada, ou ainda recheiam os mesmos com a dupla presunto/mussarela, igualmente salgados, qual o problema de colocarmos em prática esta nova receita?
Se o algodão doce é o terror dos diabéticos, por que não dar aos hipertensos esta mesma sensação de vontade contrariada?
A Receita:
Talvez simplesmente adicionando o sal naquelas máquinas que misturam o açúcar e o corante, dê tudo certo. (NOT!) A receita, para dar a famosa liga fibrosa, semelhante ao algodão, não pode dispensar o açúcar... Não é possível fazer o algodão exclusivamente salgado, pq o sal não teria o efeito fibroso. Não vejo como substituir o açúcar... (Talvez lã de vidro, que não é algo muito apetitoso e digestivo...)
Bem, a idéia está aí. Talvez algum Chef francês goste da idéia, coloque em prática e fique milionário. Quem sabe um traficante descubra que a mistura “dá onda” e também fique milionário. Ou ainda uma grande indústria alimentícia patenteie a receita e a torne tão famosa e necessária quanto o ovo em pó na culinária malasiana (malaia, porra!). (?!?)
De certo que eu nem vou ficar milionário, tampouco experimentar este troço.
Mas quero meu nome no pacote do produto, como idealizador! (menos se a idéia for “comprada” pelo traficante)
O Creme do Pão Doce é um blog idiota, assim como o postante que vos escreve! Isso não quer dizer que quem o lê seja também, embora, se você gostar do adjetivo, fique a vontade para usá-lo. E, como diria alguem que não me lembro agora: "Pra isso aqui ficar ruím, vai ter que melhorar MUITO!"
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
terça-feira, 1 de setembro de 2009
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Minha falecida árvore de estimação
Alí, na margem direita do caudaloso rio Paraibuna, havia uma pequena árvore.
Muita gente nunca deve tê-la notado. Ficava debruçada sobre o rio, perto do bairro Santa Terezinha, pouco antes da ponte da rua Rui Barbosa.
Era solitária, naquele local. Mais à frente existiam árvores muito maiores do que ela, enormes, que lançavam seus galhos sobre a avenida Brasil e também sobre o rio.
Mas ela ficava um pouco antes, meio escondida pela barranca do rio.
Chamava-me a atenção por ter nascido e sobrevivido numa posição esquisita. Não estava nem totalmente na beira do rio nem tampouco na margem de cima, onde fica a calçada. Ficava ali, no meio do barranco, um tanto torta, é verdade, mas firme.
O que me fez prestar atenção nesta pequena árvore foi o fato de suas folhas e galhos se lançaram para o rio, muitas vezes tocando as águas.
Por esta característica, me valia dela para medir a cheia no verão. Sempre que chovia muito, eu passava por ela para ver até que altura a água havia alcançado seus galhos. Daí, sabia se havia chovido muito ou pouco, em relação a outras cheias.
Me intrigava as folhas submersas. Não morriam. Surgiam sujas quando as águas baixavam, tomadas de barro.
Aí que eu me surpreendia: Vocês nem imaginam o quanto de sujeira que ficava agarrada nos galhos. Sacolas, fios, madeira, galhos de outras árvores. Uma zona danada. Demorava muito tempo praquilo secar e soltar da árvore. Graças ao vento, ela tornava a se limpar destes hospedeiros indesejados.
E ali ficava, como sempre, esperando nova chuva e cheia. Ela não dava frutos, somente umas flores pequenas e brancas. Não acho que ninguém mais se importava com ela.
Passaram-se os anos e surgiu o projeto de uma ponte, próximo ao local onde ficava a minha árvore. Temi por ela. Mas nada houve: a ponte, cuja estrutura era lançada, aérea, ficou alguns metros antes dela, sem atingi-la.
Mudei para um bairro cujo trajeto de saída me fazia usar esta mesma ponte, e continuei a acompanhar as cheias do rio através dos galhos da árvore, num ângulo diferente agora.
Mas o progresso trouxe problemas. Creio eu que, com cada vez mais asfalto e concreto cobrindo a terra, as cheias ficaram cada vez maiores e perigosas. As águas não transbordavam, mas desciam as curvas do rio de forma vigorosa. Minha árvore morava numa destas curvas.
A tragédia foi anunciada.
Mais à frente do local onde ficava a árvore, a barranca caiu pela força das águas. A prefeitura tratou de reforçar a lateral do rio com uma parede de pedras.
Mas veio outra chuvarada, e desta vez não houve perdão. As águas tombaram a árvore, arrancaram o barranco onde ela ficava, colocaram suas raízes à mostra e carregaram-na para dentro do rio.
Nunca havia visto uma cheia como aquela. Era muita água. A ponte nova quase foi submersa pela água.
Minha árvore não tinha mais salvação...
Passada a cheia, alguém, talvez os bombeiros, foram até lá e podaram o que restou dela.
Perdi minha referência e minha única “amiga” do reino vegetal. (Mentira! Eu tenho uma “flor de maio” em casa)
Nada fiz por ela, mas ela me serviu por muito tempo, mesmo à distância.
Às vezes passo por lá e lanço o olhar para o local onde ela cresceu e morreu. Quando o rio baixa, no inverno, vejo um pedaço de tronco junto às pedras, mais à frente. Creio que seja um pedaço dela, mas não tenho certeza.
Tenho vontade de plantar uma árvore na beira do rio, mas creio que o serviço de capina ou a draga a mate antes de crescer.
Um dia planto uma árvore, mas vou ter que achar um local mais protegido, pra deixá-la crescer em paz, e purificar um pouco de ar pra que eu possa respirar melhor...
Muita gente nunca deve tê-la notado. Ficava debruçada sobre o rio, perto do bairro Santa Terezinha, pouco antes da ponte da rua Rui Barbosa.
Era solitária, naquele local. Mais à frente existiam árvores muito maiores do que ela, enormes, que lançavam seus galhos sobre a avenida Brasil e também sobre o rio.
Mas ela ficava um pouco antes, meio escondida pela barranca do rio.
Chamava-me a atenção por ter nascido e sobrevivido numa posição esquisita. Não estava nem totalmente na beira do rio nem tampouco na margem de cima, onde fica a calçada. Ficava ali, no meio do barranco, um tanto torta, é verdade, mas firme.
O que me fez prestar atenção nesta pequena árvore foi o fato de suas folhas e galhos se lançaram para o rio, muitas vezes tocando as águas.
Por esta característica, me valia dela para medir a cheia no verão. Sempre que chovia muito, eu passava por ela para ver até que altura a água havia alcançado seus galhos. Daí, sabia se havia chovido muito ou pouco, em relação a outras cheias.
Me intrigava as folhas submersas. Não morriam. Surgiam sujas quando as águas baixavam, tomadas de barro.
Aí que eu me surpreendia: Vocês nem imaginam o quanto de sujeira que ficava agarrada nos galhos. Sacolas, fios, madeira, galhos de outras árvores. Uma zona danada. Demorava muito tempo praquilo secar e soltar da árvore. Graças ao vento, ela tornava a se limpar destes hospedeiros indesejados.
E ali ficava, como sempre, esperando nova chuva e cheia. Ela não dava frutos, somente umas flores pequenas e brancas. Não acho que ninguém mais se importava com ela.
Passaram-se os anos e surgiu o projeto de uma ponte, próximo ao local onde ficava a minha árvore. Temi por ela. Mas nada houve: a ponte, cuja estrutura era lançada, aérea, ficou alguns metros antes dela, sem atingi-la.
Mudei para um bairro cujo trajeto de saída me fazia usar esta mesma ponte, e continuei a acompanhar as cheias do rio através dos galhos da árvore, num ângulo diferente agora.
Mas o progresso trouxe problemas. Creio eu que, com cada vez mais asfalto e concreto cobrindo a terra, as cheias ficaram cada vez maiores e perigosas. As águas não transbordavam, mas desciam as curvas do rio de forma vigorosa. Minha árvore morava numa destas curvas.
A tragédia foi anunciada.
Mais à frente do local onde ficava a árvore, a barranca caiu pela força das águas. A prefeitura tratou de reforçar a lateral do rio com uma parede de pedras.
Mas veio outra chuvarada, e desta vez não houve perdão. As águas tombaram a árvore, arrancaram o barranco onde ela ficava, colocaram suas raízes à mostra e carregaram-na para dentro do rio.
Nunca havia visto uma cheia como aquela. Era muita água. A ponte nova quase foi submersa pela água.
Minha árvore não tinha mais salvação...
Passada a cheia, alguém, talvez os bombeiros, foram até lá e podaram o que restou dela.
Perdi minha referência e minha única “amiga” do reino vegetal. (Mentira! Eu tenho uma “flor de maio” em casa)
Nada fiz por ela, mas ela me serviu por muito tempo, mesmo à distância.
Às vezes passo por lá e lanço o olhar para o local onde ela cresceu e morreu. Quando o rio baixa, no inverno, vejo um pedaço de tronco junto às pedras, mais à frente. Creio que seja um pedaço dela, mas não tenho certeza.
Tenho vontade de plantar uma árvore na beira do rio, mas creio que o serviço de capina ou a draga a mate antes de crescer.
Um dia planto uma árvore, mas vou ter que achar um local mais protegido, pra deixá-la crescer em paz, e purificar um pouco de ar pra que eu possa respirar melhor...
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Bebi !
Sei lá quantos tipos de bebidas já tomei, mas creio que sejam muitas, mas não todas. Isso, necessariamente, não quer dizer que ainda vá me aventurar neste meio etílico, mas creio que seria interessante listar essas bebidinhas aqui, pra me lembrar o motivo pelo qual meu fígado me detesta:
Cerveja
Cachaça
Whisky
Vinho
Saint Remy
Malibu
Campari
Conhaque
Tekila
Fernet
Gin
Vodka
Steinheger
Curaçau
Run
Champagne
Prosseco
Catuaba
Sidra
Jurubeba
Arak
Faltam alguns, que vou me lembrar depois, mas vejo que ainda não tomei saque, grappa, campari e otras cositas mais.
Cerveja
Cachaça
Whisky
Vinho
Saint Remy
Malibu
Campari
Conhaque
Tekila
Fernet
Gin
Vodka
Steinheger
Curaçau
Run
Champagne
Prosseco
Catuaba
Sidra
Jurubeba
Arak
Faltam alguns, que vou me lembrar depois, mas vejo que ainda não tomei saque, grappa, campari e otras cositas mais.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Eu gosto de maritacas!
Não sei se é porque se parecem com papagaios, ou porque são verdinhas e voam aos pares. São animais que, por enquanto, estão adaptadas ao caos urbano. Não são chatas e numerosas como os pombos e os pardais, embora tenha visto muito menos pardais do que antigamente, na verdade, quase nenhum (e pensar que em todo lugar tinha um passarinho destes. Devem estar em extinção.)
Enfim, gosto de maritacas. Não sei nada sobre elas, só me parecem monogâmicas, pois voam aos pares, e fazem um barulho danado, sempre. Dizem que, domesticada, aprendem a falar. Disso não tenho certeza.
Certo dia, vi um casal delas em pleno São Mateus! Achei um barato. Fiquei acompanhando seu vôo até onde pude! Que diabos faziam ali?
Na adolescência, sempre as via nos paredões do bairro em que morava. Faziam ninhos nas reentrâncias das rochas de uma antiga pedreira.
Como podem ver, sempre tive estes pássaros por perto, mesmo sem saber ou querer.
Me casei, mudei de bairro e sabem quem morava perto de mim? Maritacas! O legal é que, nos jardins do meu condomínio, existem coqueiros nos quais elas se alimentam dos frutos. São coquinhos verdinhos, provavelmente fazem parte da dieta destes bichinhos bagunceiros. Comem e se fartam destes frutos, no pé mesmo.
Hoje, de manhã, saí pro trabalho com minha esposa. Ela ficou admirada com a quantidade de maritacas que voaram deste coqueiro assim que passamos por ele. Eu mesmo não havia visto tantas. Uma zona danada, e aqueles pássaros verdes voando pra todo lado.
Mas o ser humano é um bicho filho da puta e desgraçado.
Cheguei em casa, agora à noite, e podaram o coqueiro. Há uma escada apoiada na árvore. Os cachos, repletos de coquinho, estão no chão, jogados no que agora é um monte de lixo.
O alimento dos bichinhos está destruído. Tenho certeza que isto é obra de alguém que achava os gritos das maritacas inoportunos, ou que se incomodava com a sujeira ocasionada pelos coquinhos que caiam na calçada.
Normal por aqui. O condomínio ERA todo arborizado e cheio de cercas vivas, hoje não temos árvores e os muros são de concreto. Tudo para economizar na folha de pagamento do pessoal que cuidava da jardinagem... Se você vier aqui, só verá mato nascendo por detrás do muro. Por enquanto, pois, se depender desta gente, asfaltam e concretam tudo.
Estou puto. Pode ser besteira, mas estou puto. Esta gente que aqui mora agüenta barulho de duas vias de acesso à cidade, 24 horas por dia, com caminhões, carros, ônibus o tempo todo. Ambulâncias, com a sirene ligada passam aqui toda hora. E temos um salão de festas que funciona até a madrugada logo em frente. E FORAM IMPLICAR COM AS POBRES MARITACAS.
Digo, de novo: o ser humano é um bicho filho da puta e desgraçado.
Amanhã vou colar uma mensagem no tronco da árvore, não sei o que direi, mas será um resumo, em poucas palavras, desta situação: Barulho pode à vontade, de maritaca: não!
Vai tomar no cu! Não você leitor, mas os síndicos e moradores desta merda de lugar, que NÃO me terão como vizinho por muito tempo.
Tomara que a natureza um dia se vingue desta gente. Se eu fosse maritaca, cagava na cabeça de todo mundo!
Enfim, gosto de maritacas. Não sei nada sobre elas, só me parecem monogâmicas, pois voam aos pares, e fazem um barulho danado, sempre. Dizem que, domesticada, aprendem a falar. Disso não tenho certeza.
Certo dia, vi um casal delas em pleno São Mateus! Achei um barato. Fiquei acompanhando seu vôo até onde pude! Que diabos faziam ali?
Na adolescência, sempre as via nos paredões do bairro em que morava. Faziam ninhos nas reentrâncias das rochas de uma antiga pedreira.
Como podem ver, sempre tive estes pássaros por perto, mesmo sem saber ou querer.
Me casei, mudei de bairro e sabem quem morava perto de mim? Maritacas! O legal é que, nos jardins do meu condomínio, existem coqueiros nos quais elas se alimentam dos frutos. São coquinhos verdinhos, provavelmente fazem parte da dieta destes bichinhos bagunceiros. Comem e se fartam destes frutos, no pé mesmo.
Hoje, de manhã, saí pro trabalho com minha esposa. Ela ficou admirada com a quantidade de maritacas que voaram deste coqueiro assim que passamos por ele. Eu mesmo não havia visto tantas. Uma zona danada, e aqueles pássaros verdes voando pra todo lado.
Mas o ser humano é um bicho filho da puta e desgraçado.
Cheguei em casa, agora à noite, e podaram o coqueiro. Há uma escada apoiada na árvore. Os cachos, repletos de coquinho, estão no chão, jogados no que agora é um monte de lixo.
O alimento dos bichinhos está destruído. Tenho certeza que isto é obra de alguém que achava os gritos das maritacas inoportunos, ou que se incomodava com a sujeira ocasionada pelos coquinhos que caiam na calçada.
Normal por aqui. O condomínio ERA todo arborizado e cheio de cercas vivas, hoje não temos árvores e os muros são de concreto. Tudo para economizar na folha de pagamento do pessoal que cuidava da jardinagem... Se você vier aqui, só verá mato nascendo por detrás do muro. Por enquanto, pois, se depender desta gente, asfaltam e concretam tudo.
Estou puto. Pode ser besteira, mas estou puto. Esta gente que aqui mora agüenta barulho de duas vias de acesso à cidade, 24 horas por dia, com caminhões, carros, ônibus o tempo todo. Ambulâncias, com a sirene ligada passam aqui toda hora. E temos um salão de festas que funciona até a madrugada logo em frente. E FORAM IMPLICAR COM AS POBRES MARITACAS.
Digo, de novo: o ser humano é um bicho filho da puta e desgraçado.
Amanhã vou colar uma mensagem no tronco da árvore, não sei o que direi, mas será um resumo, em poucas palavras, desta situação: Barulho pode à vontade, de maritaca: não!
Vai tomar no cu! Não você leitor, mas os síndicos e moradores desta merda de lugar, que NÃO me terão como vizinho por muito tempo.
Tomara que a natureza um dia se vingue desta gente. Se eu fosse maritaca, cagava na cabeça de todo mundo!
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Esquisitices que passam pela minha cabeça...
Já ouvi falar de um doce de chouriço. Sangue de porco que, após o preparo, vira uma pasta enegrecida e doce. Numa rápida olhada no Google, achei algo à respeito. Parece que é feito no interior do Nordeste.
Você comeria algo assim? Não creio. A maioria das pessoas nem gosta do chouriço tradicional, salgado. Quem vai se atrever a comer uma doce à base de sangue???
Outra: Pensando nisto, estou imaginando receitas esquisitas, e a primeira que vou criar será a de "torresmo doce". Espero que vire sucesso e que eu ganhe muito dinheiro. Eu não comeria de jeito nenhum, mas aposto que se colocar numa embalagem bonita muita gente compra.
Abç!
Você comeria algo assim? Não creio. A maioria das pessoas nem gosta do chouriço tradicional, salgado. Quem vai se atrever a comer uma doce à base de sangue???
Outra: Pensando nisto, estou imaginando receitas esquisitas, e a primeira que vou criar será a de "torresmo doce". Espero que vire sucesso e que eu ganhe muito dinheiro. Eu não comeria de jeito nenhum, mas aposto que se colocar numa embalagem bonita muita gente compra.
Abç!
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